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Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista romance Capítulo 568

— Todos esses anos você cuidou muito bem da Monique e se manteve discreta e comportada. Eu acabei aceitando você, mesmo contra a minha vontade. Mas por que o Carlos teve que sofrer esse acidente? Acho que tudo isso é culpa sua! — A Sra. Berenice despejou as palavras sobre Maria como uma tempestade.

O rosto de Maria empalideceu. Finalmente, a Sra. Berenice dizia o que realmente pensava, ela a desprezava.

Maria sentiu uma náusea amarga subir ao peito. Odiava Carlos, odiava Sra. Berenice e odiava todos que a tratavam mal.

No passado, havia amado Carlos de forma obsessiva, chegando a planejar o casamento com ele. Mas, mesmo depois de todos esses anos, nunca conseguiu, de fato, ser aceita pela família Araújo. Para todos eles, não passava de alguém inferior.

Virando o rosto, Maria falou entre soluços:

— Mãe, me desculpe. Foi porque eu não cuidei direito do Carlos. A culpa é toda minha. Fique tranquila, não importa como o Carlos fique, eu vou permanecer ao lado dele.

— Assim é que deve ser. — Respondeu a Sra. Berenice. — Monique é filha do homem mais rico do mundo, e você nem é a mãe verdadeira dela. Sem a família Araújo, você não tem valor nenhum!

Depois disso, ela saiu, balançando as mangas do casaco.

Quando a Sra. Berenice partiu, Maria se levantou lentamente. Com expressão fria, limpou as lágrimas do rosto.

Olhou friamente para Carlos, deitado na cama. Afinal, ele já estava em estado vegetativo e, dali em diante, tudo ficaria sob seu controle.

Quanto à velha Sra. Berenice, ela teria seu castigo no futuro.

A família Araújo nem desconfiava de que Monique era, na verdade, sua filha biológica.

Eles não faziam ideia de que estavam sendo completamente manipulados por ela.

Maria tinha toda a família Araújo na palma da mão.

Um sorriso de satisfação surgiu em seus lábios.

...

A Sra. Berenice saiu acompanhada pela empregada.

— Sra. Berenice, a senhora já viu o Sr. Carlos. Vamos voltar agora? — Perguntou a empregada.

— Mas, com a situação entre nós agora, é provável que ela se recuse a ajudar.

— Sra. Berenice, para salvar o Sr. Carlos, a senhora poderia ao menos tentar falar com ela.

A Sra. Berenice tomou uma decisão. Sim, ela precisava ir atrás de Emilly. No momento, era a única esperança de ver seu filho acordar.

Além disso, havia algo que não lhe saía da cabeça: como seu filho, saudável, pôde cair de repente... e justamente bater a cabeça? Tudo tinha acontecido rápido demais e com coincidências demais.

Ela precisava investigar.

Ela precisava descobrir a verdade.

Se Emilly conseguisse salvar seu filho, o mistério se resolveria.

— Prepare o carro. Vamos para a mansão antiga. Quero falar com a Emilly agora.

— Sim, Sra. Berenice.

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