— Hanna! — Uma voz animada a saudou, seguida de um abraço forte que a fez gemer de dor.
— Devagar, por favor! — Ela pediu quando ele a soltou, observando-a com preocupação.
— Você está bem? Por que seus pulsos estão enfaixados? — Murilo indagou, o cenho franzido em apreensão.
— Estou bem, — ela respondeu, suspirando inquieta. — O que você veio fazer aqui? Sabe que é problemático... — Um olhar de remorso pairava sobre ele.
— Eu sei, mas somos amigos, mesmo antes de tudo isso... — Ele sorriu, tentando disfarçar o desconforto.
Naquele momento, Líara os observava pelo vidro da porta do laboratório, seus olhos fixos em cada movimento.
— Sim... Nossa amizade nunca vai mudar por isso que eu não quero problemas para você.
— Enfim... eu sei, — ele a interrompeu. — Mas eu vim aqui trazer seu cartão de identificação. Todos que estão confirmados para o retiro terão um. Será divertido, está bem? Eu pedi para fazer sem te consultar, mas acredito que...
— Tudo bem, eu já decidi ir. — Ela o interrompeu novamente, pegando o cartão e colocando-o em cima da mesa, junto com seus cadernos e celular. Aliás... eu quero te contar algo... — Ela suspirou, analisando sua mão e percebendo que havia esquecido a aliança debaixo da cama. Ah, não! — Exclamou, soltando a mão de Murilo abruptamente.
— Há algo errado? — Ele perguntou, desconfortável com a mudança repentina em seu comportamento.
— Eu queria te contar algo importante, mas... preciso recuperar algo antes que alguém descubra! — Ela avisou, com a voz tensa.
Nesse instante, Líara entrou no laboratório. Hanna congelou ao vê-la, o coração batendo descompassado no peito.
— Pode sair, está com muita pressa, não é? — ela perguntou calmamente, com um olhar perverso. Hanna descompassou, enquanto olhava para fora e o segurança indicava que estava ali, a fazendo ficar aliviada.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.