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Apenas Clara romance Capítulo 627

Quando Clara Rocha soube que o Sr. Bruno Alves havia sido levado pela polícia sob suspeita de assassinato, ela estava com Ivana. As duas correram às pressas de volta para a mansão principal. Assim que entraram no pátio, ela viu seu pai e o assistente saindo, com Giselle Alves logo atrás deles.

— Pai!

Clara Rocha caminhou apressada até ele. Antes que pudesse perguntar qualquer coisa, Giselle Alves disse ao assistente:

— Vamos na frente.

O assistente assentiu e os dois foram embora primeiro.

Era evidente que a situação era de extrema urgência.

Clara Rocha observou as costas dos dois enquanto se afastavam apressados, sentindo uma onda de inquietação apertar o peito. Ela se virou para o pai e viu que a expressão dele era pesada, com um cansaço raro marcando suas sobrancelhas.

— Pai, o que diabos aconteceu?

Sua voz soou tensa de forma inconsciente.

Sérgio Alves hesitou por um momento, antes de responder lentamente:

— A Fernando Alves morreu. Foi o velho que fez isso. Ela usou a vida do seu irmão como ameaça, forçando o velho a tomar uma atitude...

Ao saber da morte de Fernando Alves, Clara Rocha apenas ficou atônita por um momento. Ela não tinha tido um contato tão profundo com Fernando Alves; a sensação de descrença só surgiu pelo fato de se conhecerem.

Mas atrás dela, o belo rosto de Ivana perdeu a cor instantaneamente. Com o olhar vazio, ela sussurrou:

— Ela... morreu?

Desde criança, a pessoa de quem ela mais gostava era o tio mais novo. Pelo menos até descobrir a causa da morte de sua mãe biológica, a pessoa que ela considerava mais próxima na família Alves, além da própria mãe, era Fernando Alves.

Quando descobriu que a morte de sua mãe estava ligada a Fernando Alves, ela guardou mágoa, sentiu ódio, mas, acima de tudo, não conseguia entender.

Não entendia por que o seu "tio mais novo" havia mudado tanto.

E agora, a primeira notícia que ouvia dela depois de tudo... era a de sua morte.

Aquele misto complexo de emoções pairou em seu coração por um longo tempo.

Clara Rocha olhou para Ivana, mas, naquele momento, não podia se dar ao luxo de confortá-la.

— E o meu irmão? Ele está bem?

O Sr. Bruno Alves tinha esfaqueado Fernando Alves até a morte, bem na frente dele. Ela podia imaginar o que ele estava sentindo naquele momento: uma mistura de profunda tristeza e indignação.

— Eu entendo. — Ela baixou os olhos. — O velho... o que acha que vai acontecer com ele?

— Difícil dizer. O terceiro mestre e os outros já estão cuidando de tudo. Claro que, com a idade dele, a lei geralmente é mais branda. Além disso, a própria Fernando Alves estava envolvida em vários casos de homicídio, e o terceiro mestre contratou uma equipe de advogados de peso. As chances do velho conseguir cumprir a pena em liberdade condicional são bem altas. Mas o fato é que, depois desse escândalo, a reputação da família Alves na Cidade J ficará manchada para sempre.

Clara Rocha ficou em silêncio por um instante antes de caminhar em direção à mansão.

Januario Damasceno caminhou logo atrás dela. Ele abriu a boca para falar algo, mas desistiu, soltando apenas um suspiro pesado.

A iluminação da sala de estar estava fraca. As cortinas, entreabertas, cortavam o sol da tarde em feixes diagonais de luz.

Com um único olhar, Clara Rocha viu Isaque Alves sentado no sofá. Suas costas estavam retas, com as mãos cruzadas e repousando sobre os joelhos. Sua postura era tão rígida que ele parecia estar prestes a participar de algum ritual solene.

Ele já tinha trocado de roupa e usava um suéter de cashmere cinza-escuro. Os botões dos punhos estavam milimetricamente abotoados, como se aquela tragédia sangrenta jamais tivesse acontecido.

Mas ela não deixou de reparar nos nós de seus dedos completamente brancos pela força, nem na xícara de chá intocada e fria que estava na mesa de centro.

— Irmão.

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