O entregador perguntou: "É a senhorita Clara?"
Clara assentiu com a cabeça.
"Então está tudo certo."
O rapaz lhe entregou o pacote e saiu apressado.
Clara voltou para dentro, ainda intrigada.
Abriu o pacote.
Era um kit especial para aliviar o desconforto do período menstrual.
Sem pensar, ela se lembrou de Genival.
Afinal, ele sabia sobre o seu ciclo.
Mas, antes que pudesse franzir o rosto por completo,
o celular vibrou levemente.
Ela desbloqueou a tela.
Era uma mensagem de Alexandre no WeChat.
"Se comer tudo, não desconto do salário."
Clara, ao ler a mensagem, quase podia imaginar a expressão ácida de Alexandre.
Ela não esperava que ele tivesse percebido que ela estava desconfortável.
De repente, seu humor melhorou um pouco.
Quase respondeu: "Obrigada, Sr. Marcos chefe."
Mas, no momento em que começou a digitar, seus dedos pararam de repente.
Lembrou-se subitamente do que Genival dissera.
Achou que Alexandre talvez tivesse segundas intenções.
Um calafrio percorreu sua espinha.
Com uma expressão de incredulidade, ela coçou a cabeça, inquieta.
Arriscou: "Epa, você não está a fim de mim, está?"
Alexandre: "?"
Aquele ponto de interrogação frio e impessoal fez Clara sentir que Alexandre a havia xingado mentalmente.
Ela suspirou de alívio e respondeu: "Ah, relaxa, foi meu gato que digitou."
Alexandre: "Você precisa se tratar."
Sem querer perder tempo com pensamentos desgastantes, Clara forçou-se a deixar Genival de lado e comeu feliz o kit que Alexandre havia pedido para ela.
No entanto,
Genival dissera que ela deveria esperar por ele.
E assim foi até o anoitecer.
Genival não apareceu.
Era algo que Clara já esperava desde cedo.
Antes, quando Genival ia embora por causa dos chamados de Sheila, ele sempre dizia que voltaria, mas nunca voltava.
Antes, ela achava que Genival devia estar realmente ocupado e se consolava sozinha.
Agora, ela havia entendido.
Quando alguém não quer que ele vá embora, Genival não consegue se desprender.
Ainda bem que ela já não esperava mais que Genival viesse, então não sentiu nada demais.
Ela ficou ali parada por um longo tempo,
vendo todos planejarem uma festa de casamento da qual não queria participar.
E, mesmo assim,
Genival não apareceu.
Nem quando a comida foi posta à mesa.
Ele não deu sinal algum.
Ele sabia muito bem que naquele dia as duas famílias resolveriam o registro do casamento, sabia que ela teria que enfrentar tudo sozinha.
Ainda assim, deixou tudo nas mãos dela.
Clara soltou um longo suspiro.
Caminhou decidida até a mesa.
No meio do ambiente alegre à mesa, ela disse: "Desculpem."
Todos pararam para olhá-la.
Clara falou, sílaba por sílaba: "Esse casamento não vai acontecer."
Com essa frase, o clima mudou instantaneamente.
A expressão de Stefan ficou sombria.
Sr. Braga hesitou, paralisado.
Yolanda, ao erguer a xícara de chá, deixou transparecer um leve traço de surpresa no olhar.
"Clara?" Dona Braga percebeu a tristeza da filha e se aproximou.
Clara respirou fundo e continuou: "Meu relacionamento com Genival chegou ao fim. Ele ama outra pessoa, e eu não tenho motivo algum para aceitar isso. Sr. Braga, o casamento está cancelado."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...