"Clara, já chega." Genival não queria ver Clara se tornando tão irracional.
"Se você está com pena dela, então volte logo pra casa, fica lá consolando ela. Ainda tem tempo de vir atrás de mim? Não tem medo de que, quando você sair, ela caia em desespero?" Clara admitia, ela estava mesmo querendo provocar, mas simplesmente não conseguia evitar.
Já estava se sentindo muito mal, ainda precisava lidar com a raiva que ele causava.
Ela não conseguia se acalmar!
Tanto que...
Por estar tensa, a dor na barriga ficou ainda mais forte.
Genival percebeu.
Ele já sabia, de outras vezes, que Clara sofria com cólicas menstruais. Franziu a testa, estendeu a mão para segurá-la: "Tem analgésico aí em casa?"
A preocupação dele não era falsa.
Porque Genival também não era do tipo que fingia sentimentos.
Mas para Clara, tudo já tinha se transformado.
Ela sabia, certas coisas, uma vez manchadas, principalmente com aquilo que ela mais detestava, por mais que tentasse limpar, sempre ficaria aquela sensação incômoda.
Ela queria tirar a mão de Genival.
Mas ele foi mais rápido: o telefone dele tocou.
Ela viu o nome na tela.
Era Sheila.
Quase que por reflexo, ele atendeu na mesma hora — era um hábito antigo, impossível de mudar.
Do outro lado, alguém falou algo. Clara ouviu vagamente, parecia que Sheila não estava se sentindo bem.
O rosto de Genival ficou sério, ele largou a mão de Clara sem perceber.
Solta de repente, Clara sentiu como se tivesse sido jogada num abismo invisível.
"Tem umas coisas, uns boatos sobre a Sheila nesse meio. Se foi você que fez, Clara, espero que pare e se explique." Antes de sair, Genival disse isso, hesitou um segundo, olhou para o rosto pálido de Clara, sentiu um aperto estranho no peito, mas sobre Sheila, ele não podia deixar de intervir: "Mais tarde eu venho te ver, me espera."
Ele não tinha esquecido o motivo de ter vindo hoje.
Afinal, ontem à noite, só Clara tinha ido à casa dele.
Quem tinha problemas com Sheila era Clara.
Ele não queria que Sheila sofresse por causa dos problemas dele com Clara.
Nem queria que Clara, por ciúmes, fizesse algo exagerado.
Os olhos de Clara se encheram de lágrimas, vermelhos de raiva.
Porque...
Ele devia ter acabado de sair de uma reunião, a voz era séria: "O que você está sentindo?"
Clara, abatida, ainda tentou brincar para distrair: "Ah, fiquei até tarde dançando, ressaca não passa... Não vai descontar meu salário, né?"
Alexandre deu uma risada lenta: "Acha que ainda tem dezoito anos? Com que saúde acha que aguenta essa vida?"
Clara: "Se você lamber o próprio lábio vai morrer envenenado, hein?"
"Vou desligar, e o salário vai ser descontado." Alexandre não dava colher de chá.
Clara quis xingá-lo, pegou o celular para responder, mas Alexandre já tinha desligado.
Ela não resistiu e bateu de leve no aparelho.
Mas, por causa da cólica, não tinha forças nem pra isso.
Acabou ficando largada no sofá, imóvel.
Quase dormindo, quase acordada, quando a campainha tocou de novo.
Ela se levantou, arrastando o corpo.
Era uma entrega daquela lanchonete que ela adorava.
Ela achou estranho: "Eu não pedi nada."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados
Livro lindo...Ameiii! O amor de Celeste e Amadeu.......
:[email protected] Porque esta historio foi concluída se em outros chat ele tem mais de 800 capítulos?...
História tao mais no foi concluída parou no capítulo 😔...