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Amor Tardio: O Mais Barato dos Pecados romance Capítulo 859

Celeste não entendeu: o Sabor Sup, o mingau de feijão vermelho da Cidade Serra, era famoso. Será que ele não tinha gosto?

Justamente, ela ainda não tinha comido o suficiente.

Aceitou de imediato: "Tudo bem."

"Uhum."

O silêncio voltou a reinar.

Celeste achava que Amadeu realmente falava pouco.

Ele tinha acabado de se casar, e ainda assim estava tão calmo? Não queria ao menos mostrar alguma insatisfação para ela?

Celeste continuava insegura quanto ao que se passava na cabeça de Amadeu.

No íntimo, ela ensaiou várias vezes como mencionar que, durante esse período, se ele quisesse se divorciar, ela cooperaria plenamente.

Estava prestes a abrir a boca.

De repente, Amadeu colocou uma caixinha sobre a mesa.

Celeste reconheceu: era uma caixa de alianças.

Amadeu olhou para ela: "Aliança de casamento. Se não gostar, podemos comprar outra."

Ela não esperava por isso.

Mas, pelo tom de Amadeu, Celeste percebeu que ele provavelmente tinha comprado a aliança sem escolher com cuidado, por isso já adiantava que poderiam trocar.

Ela não sentia que tinha direito de se queixar desse casamento. Afinal, era ela quem se beneficiava, então por que teria alguma reclamação?

Quase sem olhar, pegou a caixa: "Não tem problema, qualquer uma serve."

Vendo que ela não pretendia nem abrir a caixa,

Amadeu passou os dedos sobre a própria aliança no bolso.

"Uhum."

Levantou-se e foi para o quarto.

Celeste soltou um suspiro de alívio.

Com a caixinha na mão, também se dirigiu para o quarto.

Amadeu, ao entrar, olhou ao redor.

Nenhum sinal de Celeste.

Nenhuma roupa.

Nada de maquiagem ou cremes. A penteadeira, que ele havia mandado trazer especialmente, não mostrava sinais de uso.

Ele tinha ouvido dizer que mulheres adoravam trocar os jogos de lençol por opções bem coloridas. Já tinha se preparado para isso e, de sua parte, não se importava, mas nada havia mudado: ainda era o mesmo jogo de seda cinza escuro.

Hesitou, saiu e entrou novamente.

Não, não estava enganado.

Nada havia mudado.

Era como se nem tivesse se casado.

Enquanto pensava nisso,

Viu Celeste sair do quarto do outro lado do corredor.

"..."

Celeste abriu a boca para falar, mas Amadeu já tinha fechado a porta.

Na verdade, ela queria dizer

que todas as suas coisas estavam lá dentro.

Mas, para não importuná-lo nem irritar Amadeu, resolveu voltar para o quarto da esquerda, como ele pediu.

Ainda não tinha tomado banho.

Ficou andando de um lado para o outro, pensando se deveria usar as roupas dele ou bater na porta para pedir as suas.

Do outro lado,

Amadeu abriu o guarda-roupa e viu as poucas roupas de Celeste.

Livros, por outro lado, não faltavam.

Dava para ver que ela não tinha tido uma vida muito fácil.

As roupas eram as mais básicas, poucas peças, quase nenhuma joia, as bolsas eram todas de estudante.

Ficou olhando para o guarda-roupa por um bom tempo.

Sua expressão foi ficando mais carregada.

Afinal, como a Família Salazar pôde tratá-la tão mal?

Era só aquilo que ela tinha?

Naquele momento,

ele sentiu raiva e pena ao mesmo tempo.

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