Diante da lápide de Jéssica Nascimento, a sensação de um rasgo ainda aberto no peito fazia com que Cesar Batista mal conseguisse respirar de dor.
— Já te trouxe para vê-la…
A voz de Cesar Batista, embora soasse calma, tremia de forma incontrolável.
— Agora eu vou embora…
Mal se virou e Guilherme Serra o agarrou pelo colarinho.
— Cesar Batista, foi assim que você cuidou da Jéssica Nascimento?!
As veias saltadas nas mãos de Guilherme Serra mostravam toda a sua fúria.
Seus olhos estavam arregalados, tomados por uma raiva insuportável, como se Cesar Batista fosse o responsável pela morte de Jéssica Nascimento.
— Quando eu estava em coma, não era você quem ela podia contar? Por que ela teve que viajar a trabalho logo depois de sair do hospital?! Por que você não impediu que ela embarcasse naquele avião?!
Cada acusação de Guilherme Serra ficava sem resposta.
Cesar Batista sabia que aquilo era apenas a maneira de Guilherme Serra extravasar sua dor.
Afinal, tirando ele que estava ali, Guilherme não tinha contra quem descarregar tamanha tristeza e revolta.
O céu escureceu de repente e trovões ecoaram ao longe.
Assim que Cesar Batista deixou o cemitério, a chuva finalmente desabou.
…
Quando Guilherme Serra abriu os olhos novamente, estava deitado na Vila Brisa do Mar.
Ao lado da cama, havia um homem desconhecido.
— …Quem é você?
Só então percebeu que sua voz estava tão rouca que mal se reconhecia.
— Senhor Leandro, bom dia. Meu nome é Javi Lopes, sou seu novo assistente.
— Novo assistente?
O semblante de Guilherme Serra mostrou confusão.
— E o Carlos?
— Ele foi dispensado por mim.
Jonas Serra entrou a passos largos no quarto.
Bastou um olhar para que Guilherme entendesse o quanto Jonas estava irritado e decepcionado com ele.
— Não foi culpa do Carlos. Eu é que não deixei que ele me acompanhasse.

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