O carro rodou por quase duas horas até, finalmente, reduzir a velocidade e parar.
Cesar Batista foi o primeiro a descer, seguido de perto por Guilherme Serra.
Só então, ao sair do carro, Guilherme Serra conseguiu ver claramente as palavras esculpidas no imponente portal diante dele.
Ali era o Cemitério Jardim da Saudade.
Os olhos de Guilherme Serra se arregalaram de imediato. Ele virou-se para Cesar Batista.
— Por que você me trouxe aqui?
Assim que falou, percebeu que sua voz tremia involuntariamente e a respiração estava descompassada.
Cesar Batista não respondeu à pergunta.
Simplesmente deu alguns passos e entrou.
Guilherme Serra ficou parado, sem acompanhá-lo.
Uma voz dentro dele gritava—
Não vá junto.
Se avançasse, teria de encarar algo que jamais suportaria.
No entanto…
Não teve escolha a não ser seguir.
O céu estava tão escuro que parecia noite.
Dos grossos tapetes de nuvens, parecia vir o distante som de trovões abafados.
Nos últimos tempos, não era permitido entrar de carro no Cemitério Jardim da Saudade. Por isso, Cesar Batista guiou Guilherme Serra escada acima.
Eram degraus longos, intermináveis, como se levassem ao próprio céu.
Por fim, Cesar Batista parou.
Parou diante de uma lápide.
Demorou um pouco até Guilherme Serra alcançá-lo.
Ao ver claramente o nome Jéssica Nascimento gravado na lápide recém-colocada, com a foto de Jéssica colada ao lado, Guilherme Serra sentiu como se um trovão explodisse diretamente sobre sua cabeça.
Jéssica Nascimento estava morta...
Jéssica Nascimento estava morta?!
A vista de Guilherme Serra escureceu; teria caído no chão se não fosse Cesar Batista segurá-lo a tempo.
— O que está acontecendo? Como a Jéssica Nascimento pode...?

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