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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 378

Heloísa: "......"

Luan: "......"

Eles não conversaram mais, cada um focado em sua própria tarefa: um se divertia, o outro prestava atenção na estrada.

No almoço de hoje, Nélio precisava comparecer sozinho ao compromisso.

Luan só estava lá como motorista mesmo; convidou Heloísa apenas porque viu Vânia incomodando-a na hora de sair, então resolveu levá-la junto.

O carro chegou diante de um sobrado de estilo japonês.

Do lado de fora, já era possível vislumbrar o jardim seco no interior do pátio.

"Vocês dois, procurem um lugar para esperar um pouco."

Assim disse Nélio ao descer do carro.

Heloísa e Luan responderam com um breve "tá bom".

Após a entrada, Nélio foi conduzido por um homem de meia-idade que o recebeu com muita cortesia, enquanto Heloísa e Luan seguiram uma jovem vestida com um tailleur elegante para outro ambiente.

No amplo salão de tatame.

Heloísa e Luan se sentaram.

Após alguns minutos, uma farta refeição foi servida a eles.

Quando a jovem saiu, sorrindo, Heloísa baixou o tom de voz: "Esse almoço não estava na nossa agenda de hoje. Quer dizer que o outro lado marcou direto com o presidente. Você sabe quem é?"

"Não sei." Luan balançou a cabeça.

"...Você não sabe de nada."

"Você pode perguntar depois."

"O que eu não devo perguntar, não pergunto."

Heloísa jamais misturava sua relação pessoal com o trabalho para obter vantagens.

Mesmo quando era casada com Jandir, dentro da empresa sempre manteve o profissionalismo; uma vez que esse limite se confundisse, a ordem se perderia.

Portanto, se Nélio quisesse contar algo, ela saberia. Caso contrário, saberia que era algo que não lhe cabia perguntar.

Luan soltou algumas risadas.

Ele começava a entender por que Heloísa sempre se dava bem: ela tinha um jeito natural e agradável, sabia ser autêntica e manter o limite, sem nunca ser inconveniente.

"Embora eu não saiba quem é, sei que o presidente está negociando com uma associação comercial."

"Associação comercial?"

Do lado de fora, falou para Luan: "Pegue um táxi e volte para a empresa, ainda preciso passar em outro lugar."

Luan lhe entregou as chaves do carro: "Ok. Vou agora."

Heloísa observou Luan indo embora apressado e quase levantou a mão para dizer: Luan, vai devagar! Depois de comer tanto, andar rápido pode dar apendicite aguda!

"Você e Luan vão selar algum juramento de irmandade?"

Nélio, vendo que ela ainda olhava na direção de Luan, deu-lhe um leve tapa na nuca.

Heloísa resmungou: "Aqui é difícil pegar táxi, por que você está implicando com o Luan?"

Ele era seu aliado!

Nélio: "Eu não comi nada."

O tom dele era frio e cortante.

Heloísa mordeu os lábios, tentando segurar o riso: "Então... quer que eu te faça companhia em algum lugar para comer?"

Nélio a puxou para dentro do carro.

Trancou as portas e ficou olhando de lado para ela, os olhos brilhando de maneira especial: "Não importa o que eu coma, Heloísa vai comigo?"

A mão de Heloísa, prestes a colocar o cinto de segurança, congelou; suas bochechas coraram levemente: "...De dia não dá para comer gente."

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