— Estou voltando agora mesmo para arrumar as minhas coisas e me mudar para a mansão dos Vieira, para ajudar a minha irmã a cuidar da casa. A minha irmã disse que, como você ainda é a dona da casa, eu deveria te avisar por uma questão de respeito.
— Sobrinha.
Após dizer isso, Júlia foi embora com um ar triunfante.
Cíntia apertou a alça da bolsa com tanta força que os seus nós dos dedos ficaram brancos. Ela teve vontade de correr atrás daquela descarada e despedaçá-la.
Sobrinha?
Cuspiu mentalmente!
Ela nem chamava Giovana de sogra, por que ia chamar Júlia de tia?
Ela só tinha uma sogra: a mãe biológica de Wilson, que havia morrido há mais de vinte anos!
Cíntia praguejou contra Júlia mil vezes na cabeça antes de se recompor e subir ao escritório.
As duas recepcionistas assistiram à cena sem ousar dizer uma palavra. Assim que Cíntia entrou no elevador, elas trocaram olhares cúmplices.
O Senhor Vieira era realmente muito disputado.
Quem na empresa não sabia dos flertes entre o Senhor Vieira e a sua secretária? Mas ninguém tinha coragem de dar um pio na frente de Cíntia, com medo de que, se o casal brigasse, o Senhor Vieira descontasse neles.
Afinal, era um assunto pessoal do casal. Eles eram apenas funcionários; contanto que tivessem o seu emprego e o seu salário no fim do mês, era melhor não se meterem na vida amorosa do chefe.
Quem diria que a irmã da nova esposa do presidente também estaria interessada no Senhor Vieira? Ela vinha visitando a empresa com muita frequência ultimamente. Com o aval da esposa do presidente, ninguém ousava barrar a entrada de Júlia.
Nos últimos dois dias, todos haviam notado que a secretária estava com uma cara péssima.
Haha, agora que a esposa oficial havia chegado, queriam ver o que a secretária, que estava morrendo de ciúmes da Senhora Almeida, ousaria fazer.

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