Francisco empurrou a porta e entrou.
— Daniela.
Ao vê-la, ele caminhou diretamente até ela.
— Francisco, você está tão livre assim? Não tem compromissos de trabalho?
O tom de Daniela era frio e indiferente.
— Estou muito ocupado. Mas, quando soube que você sofreu um acidente, por mais ocupado que eu estivesse, tinha que vir ver como você estava.
Não era nenhuma surpresa que Francisco soubesse do acidente, afinal, os guarda-costas que a seguiam secretamente haviam sido designados por ele.
— Eu estou bem.
— Só o carro ficou danificado, a culpa foi totalmente do outro motorista. — disse Daniela com indiferença.
— Que bom que você está bem. Se o carro quebrou, quebrou.
Francisco colocou as chaves do carro novo na frente de Daniela e disse: — Comprei um carro novo para você.
— ... — Daniela ficou sem palavras.
— Francisco, eu ainda tenho carros em casa que posso usar. Não precisa comprar um novo para mim.
O principal motivo era que eles já estavam divorciados. Como ela poderia aceitar um presente tão caro dele?
— Você se esqueceu de que, entre os presentes de noivado que você me deu, havia vários carros. Apenas um foi batido, os outros estão em perfeitas condições e eu posso usá-los.
Se eles não estivessem divorciados, ela não recusaria um carro novo dele.
Mas, estando divorciados, ela não podia mais aceitar.
Se aceitasse a gentileza dele, ele ficaria ainda mais relutante em desistir, e ela não queria passar o resto da vida presa a ele.
— Eu já comprei, por favor, aceite. O carro está registrado no seu nome. As chaves estão aqui, eu já vou indo.
Com medo de que Daniela recusasse, Francisco apressou-se em sair logo após falar.
Ele andou muito rápido, temendo que Daniela lhe devolvesse as chaves.
Francisco sorriu e disse: — O problema é meu. Como eu poderia culpar você? Mesmo que eu morresse de fome, não a culparia.
— É que a dor de estômago é realmente insuportável. Uma vez doeu tanto que comecei a suar frio. Tive que chamar um médico para me receitar um remédio para gastrite, e só melhorei depois de tomar por dois dias.
Daniela ficou em silêncio por um momento antes de dizer: — Um homem com mais de trinta anos não sabe cuidar de si mesmo. De quem é a culpa?
— Pare de ficar acordado até tarde, faça as refeições nos horários certos e você vai melhorar depois de um tempo. Peça para Juliana voltar amanhã, a minha mãe estará de volta amanhã.
Quando a sua mãe voltar, ela cozinhará para você.
O seu tio e a sua tia também estavam lá, então ela não estaria sozinha em casa. Juliana poderia ser devolvida a Francisco.
Ter Juliana trabalhando para ela era apenas uma medida temporária.
Afinal, Juliana ainda era a governanta de Francisco.
Francisco respondeu: — Não precisa por enquanto. Vou viajar a negócios por um tempo. Quando eu voltar, peço para Juliana retornar.
Daniela murmurou um "ah", não disse mais nada e desligou o telefone.

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