Victor sentiu um aperto no peito e não conseguiu guardar isso para si.
Ele disse:
— Daniela, se no futuro qualquer outra mulher for te procurar e mandar dar o seu preço, diga a elas que eu não tenho preço.
Daniela piscou, surpresa, mas logo deu risada:
— Você acha que dez bilhões foi muito barato?
— Tudo bem, tudo bem. Da próxima vez que a Tassia vier com essa história, direi a ela que você não tem preço.
Dez bilhões e ele ainda achava que era pouco. Aquele era um montante que incontáveis pessoas jamais veriam, mesmo se vivessem centenas de vidas.
— Daniela, a pessoa que eu amo é você. Além de você, eu nunca vou amar mais ninguém. Não importa se é a Tassia, a Fabiana ou quem quer que seja, apenas ignore o que elas disserem.
— A única coisa que você precisa saber é que eu te amo, e que estou disposto a esperar por você a minha vida inteira.
Para ele, todos aqueles anos solteiro foram só para esperar por Daniela.
— Victor...
— Daniela, já falei tudo o que precisava. Pode voltar ao trabalho. Eu também estou cheio de coisas para fazer aqui.
Victor sequer deu chance de ela completar a frase. Com medo de que ouvisse outra rejeição, ele desligou o telefone rapidamente.
Daniela abaixou o celular. Perdida em seus próprios pensamentos, demorou bastante tempo até finalmente soltar um longo suspiro.
Em seguida, recompôs as emoções e mergulhou novamente no trabalho.
Na hora do almoço, Francisco apareceu novamente. Convidou-a para almoçar e trouxe de presente um buquê extravagante feito inteiramente de notas de dinheiro.
Os funcionários da empresa ficaram maravilhados ao ver Francisco segurando aquele maço de dinheiro disfarçado de flores.
O Senhor Pinto definitivamente não desistiria fácil da Senhora Daniela. Após correr atrás por tanto tempo e mesmo ouvindo inúmeras recusas categóricas sobre uma possível reconciliação amorosa, ele continuava persistindo.
Já que a Senhora Daniela rejeitava buquês de rosas, ele decidiu apelar para o buquê de dinheiro. E era um buquê colossal.
— Daniela, a minha atitude ontem à noite foi péssima. Venho aqui lhe pedir desculpas formalmente. Trouxe este buquê. Se você aceitar, entenderei que estou perdoado.
Francisco estendeu o arranjo de dinheiro na direção dela.
— Já repeti isso milhares de vezes, mas parece que as palavras não entram na sua cabeça. Você continua... Olha, me dê licença. Eu tenho um almoço marcado com um cliente e preciso ir.
Era uma ordem clara de expulsão. Ela o queria fora dali.
Francisco apertou os lábios, mas forçou um tom amável:
— Tudo bem, vá ver o seu cliente. Eu... eu vou almoçar. No fim de semana, te convido para comer de novo.
Após falar, ele a fitou profundamente por mais um segundo antes de dar meia-volta e sair, carregando o buquê consigo.
Ao contrário do que costumava fazer, dessa vez ele não revidou as rejeições dela com teimosia desmedida.
Daniela já estava até mentalmente preparada para chamar a segurança e mandá-lo embora. Não esperava que ele fosse recuar com tanta facilidade hoje, nem que fosse abrir mão de ir atrás dela até o restaurante do cliente.
Assim que Francisco sumiu de vista, Daniela saiu de sua sala, trancando a porta atrás de si.
Logo que saiu com o carro do estacionamento da empresa, um Mercedes preto bloqueou bruscamente o seu caminho. Daniela precisou frear com violência para evitar uma batida.
Quem era o maluco? Tentativa de extorsão com batida falsa?

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