— Pedi ao Victor pra me ajudar a investigar, não seria adequado incomodar o senhor Sousa de novo — disse Daniela.
— Que bobagem, quanto mais gente investigando, melhor — disse Janaina, já pegando o celular para mandar uma mensagem a Henrique, pedindo que ele também ajudasse na busca.
Henrique respondeu logo em seguida. Ele disse que já sabia, pois Victor havia comentado com ele, e garantiu que ajudaria, pedindo para que Daniela ficasse tranquila.
— Janaina, muito obrigada a todos vocês. Se não fosse pela ajuda de vocês, eu provavelmente não teria aguentado até aqui — agradeceu Daniela, com a voz carregada de gratidão.
Desde que ganhara aquela nova chance de viver, ela confiava mais em Janaina do que na própria mãe.
Naquela época, a relação com sua mãe não era das melhores. Foi Janaina quem intermediou muitas conversas entre as duas, ajudando a reaproximar mãe e filha.
Após o divórcio, sua mãe passou a ser exclusivamente sua, e não havia mais ninguém para disputar aquele amor materno.
— Nós somos grandes amigas, pra que tanta formalidade? O seu problema é o meu problema.
— Venha, vamos comer. Não deixe que aqueles canalhas estraguem o seu humor — disse Janaina, servindo um pouco mais de comida no prato de Daniela.
— Está bem. Aconteça o que acontecer, eu vou encarar. Tenho certeza de que vou viver até ficar bem velhinha.
Se Deus lhe deu uma segunda chance de viver, não vai permitir que ela morra cedo de novo.
Nesta vida, ela viveria até a velhice.
...
Cíntia Veloso vestiu roupas completamente pretas. Em vez de saltos altos, escolheu um par de tênis esportivos para caminhar com mais agilidade e abafar o som de seus passos.
Ela saiu sozinha do Terraço do Atlântico, caminhando a passos largos.
Cerca de dez minutos depois, deixou o condomínio de luxo e fez sinal para um táxi na rua. Ao entrar, deu um endereço ao motorista, tirou uma máscara preta do bolso da calça e a colocou no rosto.
Uma hora depois, o táxi parou em um cruzamento. O motorista virou-se para ela e avisou:
— Chegamos.
Cíntia desceu do veículo.
Cíntia assentiu apressadamente.
— Suba.
— Foi o senhor quem mandou você vir me buscar? — perguntou Cíntia, hesitando por um instante.
— Suba logo!
Cíntia rangeu os dentes e subiu na moto.
— Vá mais devagar! Mais devagar! — gritou Cíntia, apavorada, assim que o homem acelerou a moto bruscamente em alta velocidade.
Ele agiu como se não a ouvisse e continuou a acelerar.
Por várias vezes, Cíntia quase caiu para trás. Com o susto, esqueceu-se de que ele era um estranho e, instintivamente, agarrou-se à cintura do homem.
O motoqueiro de preto cortou o vento pela estrada afora. Após um tempo indeterminado, ele finalmente parou em outro cruzamento. Ali havia um sedã preto estacionado, de onde desceram dois homens e duas mulheres.

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