Francisco disse com seriedade:— Daniela, eu não estou louco, estou arrependido. Eu sei que errei.
— Sei que agora você não vai acreditar em nada do que eu disser, mas não importa, temos a vida inteira.
— Mesmo que consigamos a certidão de divórcio, eu vou te reconquistar. Eu já disse, nesta vida, só me casei com uma mulher: você.
Daniela levantou-se:— Faça o que bem entender.
— Vou descer para atender os convidados. Coloque gelo nesse rosto você mesmo.
Dizendo isso, ela fez menção de sair.
Francisco levantou-se num salto e segurou o braço dela, fazendo novamente aquela cara de coitado.
— Daniela, olha como eu fiquei. Você não sente nem um pouquinho de pena?
— Antigamente, se eu espirrasse, você ficava toda preocupada.
— Me ajuda com a compressa, por favor?
Daniela soltou a mão dele com um puxão.
— Antigamente eu te amava, me importava com você, então era natural que me preocupasse. Mas eu dei o meu amor aos cães. Agora não quero te amar e não te quero mais. Se você vive ou morre, não é da minha conta.
— Haverá quem sinta pena de você. Quer que eu ligue para a Cíntia vir cuidar de você? A Senhorita Estrela também serve, ela é a melhor amiga da sua irmã.
O rosto de Francisco escureceu.
— Francisco, cuide-se.
Daniela saiu.
Ela não ia ajudá-lo com o gelo de jeito nenhum.
— Daniela, querida...
Francisco a seguiu, querendo pedir que ela ficasse.
Daniela nem olhou para trás e, não importava o que ele dissesse, ela não lhe deu atenção.
No final, Francisco só pôde olhar impotente enquanto Daniela entrava no elevador.
Com o jeito que ele estava agora, nem ousava voltar ao local, isso se tornaria a manchete de amanhã.

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