Se Giovana agiu errado, ele falaria, não precisava que a nora interviesse.
No primeiro confronto entre Giovana e Cíntia, Davi claramente pendeu para o lado de Giovana.
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Quando Daniela acordou novamente, já estava escuro.
A pessoa sentada diante de sua cama agora era Francisco.
Francisco tinha ajustado o despertador. Acordou às cinco e meia da tarde, comeu algo simples e foi levar comida para Daniela.
Vendo Daniela acordar, ele perguntou com preocupação:
— Daniela, como você está se sentindo agora?
— Dor!
A anestesia passou, o corpo todo doía.
— Quer que eu peça ao médico para prescrever algum analgésico?
— Não sei se os remédios que o médico passou têm analgésico. Por que você está aqui? Não tinha ido descansar?
— Onde está minha mãe? Janaina foi embora?
Francisco respondeu:
— Depois que cheguei, pedi para a mãe e o tio voltarem para jantar. A Senhorita Assis estava ocupada, então também pedi para ela voltar. Eu já jantei. Daniela, você deve estar com fome. Trouxe comida para você.
— Pedi para a Juliana fazer os pratos que você gosta. Avisei especificamente para usar pouco óleo e pouco sal, algo bem leve. O médico disse que você precisa comer coisas leves nestes dois dias. Juliana também fez uma sopa nutritiva, trouxe duas tigelas para você.
Ele se levantou:— Quer se sentar? Ou prefere que eu levante a cabeceira da cama?
— Vou me sentar.
Daniela quis se sentar sozinha. Francisco correu para apoiá-la. Daniela quis recusar, pois o corpo todo doía, mas acabou deixando que ele a ajudasse a se sentar.
Francisco preparou a mesinha de refeições para ela e colocou os pratos que trouxe na marmita térmica, um por um, sobre a mesinha.
— Tome um pouco de sopa primeiro. Esta sopa também é bem leve. Você fez uma pequena cirurgia, perguntei ao médico e ele disse que pode tomar sopas mais leves. Daqui a dois dias poderá voltar à alimentação normal.
— Deixe-me te dar na boca.
Disse o Senhor Francisco, atencioso.
Ele raramente era tão atencioso com as pessoas.
Daniela pegou a tigela de sopa das mãos dele.
— Se você gosta, vou aprender a cozinhar para você no futuro.
— Não é necessário. Essas suas mãos não são para cozinhar, são para assinar documentos. É melhor ficar longe do fogão, tenho medo que você não cozinhe bem e acabe incendiando a cozinha.
Francisco ficou sem graça:
— Não sou tão ruim assim, só que minhas habilidades culinárias não são tão boas quanto as suas.
— Mas posso aprender. De agora em diante, voltarei para casa todos os dias após o trabalho, sem eventos sociais. Vou dedicar um tempo para aprender a cozinhar, e minhas habilidades vão melhorar.
— Francisco, você me prometeu. Assim que eu me recuperar e tiver alta, vamos nos divorciar!
Daniela o lembrou:— Você também disse que promessa é dívida e palavra de homem não volta atrás. Você não vai quebrar sua promessa, vai?
Já iam se divorciar, para que falar do futuro?
Para que falar em aprender a cozinhar para ela, querendo reconquistá-la pelo estômago?
Por que não fez isso antes?
Agora ela já tinha desistido. Levou meses para conseguir deixar de lado os sentimentos por ele e encarar com serenidade o fato de que ele amava Cíntia.
Agora que ele pensava em tratá-la bem, ela não se importava mais!

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