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Amor em Alta Altitude romance Capítulo 8

Depois de escrever isso, ele sentiu a consciência um pouco mais leve.

Mas, assim que tocou em enviar, a única coisa que recebeu de volta foi um ponto de exclamação vermelho, avisando que a mensagem não tinha sido entregue.

Ele havia sido bloqueado.

A expressão de Frederico mudou na mesma hora, e ele soltou uma risada carregada de fúria.

Ela estava realmente sendo irracional.

Olhou pelo retrovisor, mas só conseguiu ver a fila de carros que se formava atrás. A silhueta de Manuela já havia sido engolida pela distância.

Naquele exato momento, Manuela puxou uma lufada de ar gelado e se preparava para correr de uma vez até a entrada da passagem subterrânea do outro lado da rua.

Contudo, uma voz soou a pouca distância ao seu lado.

— Manuela.

Ela virou a cabeça, surpresa, e seus olhos encontraram um par de olhos profundos e serenos. Era Álvaro.

Ela não sabia quando ele havia chegado. Usava um sobretudo escuro, com minúsculas gotas de chuva espalhadas pelos ombros, e respirava com calma, como se estivesse apenas de passagem.

Logo em seguida, um enorme guarda-chuva preto se abriu sobre a cabeça dela, isolando-a da chuva fina e cortante.

Manuela finalmente saiu do transe:

— O que você está fazendo aqui?

Álvaro fez um gesto para que ela continuasse andando e, discretamente, inclinou o guarda-chuva ainda mais na direção dela. Só depois que os dois já estavam acomodados dentro do carro ele olhou para o dedo anelar vazio de Manuela e respondeu:

— Vim te buscar para resolver uma coisa.

Ele não deu partida de imediato. Primeiro, ligou o aquecedor e, virando-se para o banco de trás, pegou uma manta grossa e a entregou a ela.

O espaço reduzido do carro estava preenchido pelo perfume amadeirado de cedro que vinha dele.

Era um aroma limpo e marcante, assim como o próprio Álvaro, o que deixou Manuela estranhamente inibida, sem saber por quê.

Aproveitando o momento de se cobrir com a manta, ela tentou disfarçar a tensão e perguntou:

— Resolver o quê?

Álvaro respondeu em tom firme e estável:

— Já que nos casamos, ainda precisamos cuidar de algumas formalidades. Você tem tempo agora? Vamos escolher as alianças.

A frase pegou Manuela completamente desprevenida.

Porém, aquela afirmação incontestável parecia não deixar espaço para recusa.

O nervosismo só aumentou quando, ao olhar pelo para-brisa, percebeu que o carro exatamente à frente deles era, por coincidência, o de Frederico. Sua atenção se fixou imediatamente nas duas silhuetas sentadas na frente.

A resposta que saiu de sua boca soou distante:

— Sim. A força no manche é bem leve, mas o atraso de resposta é muito perceptível. Leva um tempo para se acostumar. As versões modificadas que vieram depois melhoraram bastante. Comparado à série F americana, ele prioriza a capacidade de manobra instantânea, mas exige muito mais percepção espacial e antecipação do piloto.

Álvaro ouviu tudo com paciência e seguiu o olhar dela na direção do carro à frente.

Somente quando as duas silhuetas no veículo adiante pareceram se aproximar intimamente, ele enfim virou o rosto para Manuela.

— Seu ex-namorado?

Ficou óbvio que ele havia entendido a situação. Como não fazia sentido esconder, Manuela não negou.

Mas ela claramente não queria falar sobre aquilo. Percebendo isso, Álvaro não fez mais perguntas e simplesmente manobrou em silêncio até a área VIP do estacionamento.

Enquanto os dois desciam do carro, do outro lado do andar Frederico também soltava o cinto de segurança de Leona.

A atitude prestativa fez o coração de Leona se encher de satisfação. Sem resistir, ela bagunçou de leve os cabelos macios dele e disse, sorrindo:

— Frederico é sempre tão atencioso. Daqui a pouco, quando formos encontrar o Sr. Ferraz, lembre-se de ser respeitoso.

— Sr. Ferraz?

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