Afinal, naquela situação, não havia mais nada a ser feito além de administrar a medicação.
Mas, como Joana não queria assumir o risco de prejudicar Bárbara, só restou a Félix autorizar o uso.
Pensando bem, ele tinha procurado aquilo.
Intrometendo-se num assunto que sequer era dele.
De qualquer forma, desde que a culpa não caísse sobre ela no final, Karina não se importava.
— Mas... e se a Karina tiver feito um antídoto falso e enganado o Dr. Guerra, dizendo que era verdadeiro?
Alícia sugeriu em voz baixa.
— Depois que a Bárbara não conseguiu se livrar do vício, a Karina inventou esse antídoto por pura coincidência... Além disso, de acordo com o que ela mesma disse antes, um antídoto não deveria ser observado por pelo menos quinze dias?
— Foi só passar uma noite, e ela já declarou precipitadamente que era o antídoto definitivo...
Depois que Alícia falou, os olhares de todos se voltaram para Karina.
O que ela dissera não deixava de fazer sentido.
Por que enviar o antídoto após apenas uma noite de observação?
Não seria porque Karina sabia que o que Bárbara mais precisava naquele momento era de uma cura?
Uma vez desenvolvido, era certo que o usariam em Bárbara. Quanto à eficácia, a justificativa já estava preparada: se algo desse errado, ela lavaria as mãos.
O olhar de Félix vacilou. Ele não queria acusá-la injustamente:
— Karina, como você tem tanta certeza de que o que desenvolveu é realmente o antídoto?
Bastava que ela lhe desse um motivo, e ele acreditaria.
Só precisava dizer um único motivo...
— E por que eu não teria certeza?
— Tratamento direcionado, medicamento adequado aos sintomas. Eu posso garantir com toda a certeza que esse é o antídoto.
O que mais ela poderia dizer?
Que os exames de sangue das cobaias haviam estabilizado após a aplicação?
Isso só geraria ainda mais questionamentos, e ela não poderia dar uma explicação perfeita para cada um deles.

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