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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 544

— Eu não preciso que ela prove a sinceridade dos seus sentimentos por mim. Amanhã cedo, diga-lhe que o acordo está cancelado e mande-a de volta para a Capital.

Dona Leite deu um bufo de desdém:

— Cancelar o desafio em menos de um dia após o ter proposto? Que tipo de pessoa eu pareceria? De qualquer modo, já que você não deseja que ela saiba a sua localização, mantenha-se afastado deste assunto. Eu cuidarei de tudo à minha maneira.

Ditas essas palavras, Dona Leite encerrou a chamada bruscamente e instruiu o mordomo a informar que ela já estava dormindo, caso Lucas voltasse a ligar.

O mordomo era perfeitamente capaz de imaginar o tamanho da fúria de Lucas do outro lado da linha!

Ainda assim, como também não aprovava as atitudes de Lucas, ele apenas assentiu e concordou:

— Compreendido, senhora.

Lucas tentou telefonar de volta diversas vezes, mas todas as ligações foram atendidas pelo mordomo. Compreendendo que Dona Leite não atenderia mais, ele desistiu de insistir.

Ele chamou em direção à porta e o guarda-costas entrou no quarto do hospital, curvando a cabeça respeitosamente ao indagar:

— Sr. Lucas, em que posso ser útil?

— A partir de amanhã, você passará a seguir Inês e ficará encarregado da segurança dela.

— Entendido.

— Além disso, deverá registrar cada um de seus passos e reportar a mim. Caso ocorra qualquer imprevisto, notifique-me imediatamente.

— Compreendo perfeitamente.

...

Inês permaneceu ininterruptamente diante dos portões da mansão da Família Leite até a meia-noite, virando-se para partir apenas quando o horário limite chegou.

Ao longo da semana e meia que se seguiu, Inês marcou presença na entrada da residência pontualmente às seis da manhã todos os dias, retirando-se somente à meia-noite.

Intrigada, Dona Leite perguntou ao mordomo:

— Ainda não houve nenhuma reação por parte de Lucas?

O mordomo saiu para oferecer um guarda-chuva a Inês, mas a ferocidade do vento e da chuva tornava o objeto praticamente inútil.

— Srta. Inês, a tempestade de hoje está severa demais. Por que a senhorita não retorna para casa agora e volta amanhã de manhã?

Inês meneou a cabeça em recusa:

— Agradeço a preocupação, mas não será necessário. Eu esperarei até à meia-noite para ir embora.

Completamente empapada, as águas pluviais escorriam continuamente pelos seus cabelos, conferindo-lhe um aspecto miserável. Entretanto, os seus olhos brilhavam com uma vivacidade impressionante, como se tivessem sido purificados pela chuva.

Um lampejo de pena transpareceu no olhar do mordomo. Os seus lábios moveram-se hesitantes e, por fim, ele soltou um longo suspiro:

— Tudo bem, então. Eu pedirei clemência à senhora e verei se ela consente que a senhorita se retire mais cedo no dia de hoje.

— Muito obrigada pela gentileza, mas não é preciso. Já que a minha aposta com Dona Leite estipula o período de um mês, devo cumprir o meu dever, independentemente das adversidades. A chuva está forte lá fora, o senhor deveria entrar.

O olhar do mordomo repousou num Bentley preto estacionado não muito distante dali. Encoberto pela chuva torrencial e pela escuridão da noite, o veículo parecia fantasmagórico através da cortina d'água, sendo praticamente invisível para quem não prestasse a devida atenção.

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