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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 479

Eduardo lançou-lhe um olhar gélido:

— Eu já tinha lhe avisado para primeiro reconhecê-lo formalmente e depois discutir sobre a empresa. Foi você quem recusou. Agora que tudo foi por água abaixo, de quem é a culpa?!

— Como eu poderia saber se você não abrigava a intenção secreta de trazer para dentro de casa o filho da mulher dos seus sonhos?

Se ela tivesse permitido o reconhecimento de Ibsen pela Família Serpa, e Eduardo de repente voltasse atrás na ideia de fundir a empresa dele ao Grupo Serpa, o prejuízo teria sido incomensurável!

As sobrancelhas de Eduardo se uniram num vinco apertado:

— Você não tem absoluta certeza de que não mantive contato com ela todos esses anos? A prioridade agora são os assuntos de Dimas, por que trazer à tona futilidades como essa?

Fernanda lançou-lhe um olhar de esguelha:

— Não pense que eu não vi. Quando a Fausta entrou agorinha, você a ficou fitando repetidas vezes.

— Eu só olhei porque não a via há muitos anos e notei que ela envelheceu bastante. Você vai sentir ciúmes até disso?

Os olhos de Eduardo transbordavam impaciência; para ele, Fernanda estava apenas criando caso sem razão.

Fora ela quem exigira o reconhecimento de Ibsen, e era ela quem agora se corroía de ciúmes apenas porque ele olhara um pouco mais para Fausta.

Ele nunca deveria ter concordado quando Fernanda sugeriu aquela ideia; assim, teria evitado todo esse desgaste.

— Não me dou ao trabalho de ter ciúmes. Quer você adule Fausta ou a engane, você tem que dar um jeito de trazer Ibsen de volta para a Família Serpa!

Apenas com o retorno de Ibsen à Família Serpa é que conseguiriam forçá-lo a entregar a Voyage Technology.

— Já entendi. Tenho pendências na empresa, não jantarei em casa hoje.

O rosto de Fernanda contorceu-se em desagrado:

— Você realmente não vai jantar em casa, ou vai jantar na casa de outra pessoa?

Essa insinuação foi a gota d'água para a paciência de Eduardo:

— Você vai parar com isso ou não? Se continuar com essas insinuações, irei até a casa dela e você irá se arrepender!

Fernanda deu um bufou desdenhoso:

— O que eu teria de me arrepender? O único que vai se arrepender será você!

— Não vou desperdiçar saliva com você. Você está agindo como uma barraqueira!

A palidez tomou conta do rosto de Fernanda:

— Eduardo, o que você acabou de me chamar?! Repita, se for homem!

— Foram embora sem sequer jantar? — Uma faísca de surpresa atravessou os olhos de Dimas, que semicerraram-se instintivamente.

— Sim. Estou com pressa de chegar à empresa, não tenho tempo agora.

Após a partida de Eduardo, Dimas adentrou a sala de estar.

Fernanda estava sentada no sofá, remoendo sua fúria. Ao som dos passos, ergueu o rosto e, vendo que se tratava de Dimas, esforçou-se para exibir um sorriso tênue.

— Dimas, você chegou. Pedirei à governanta que sirva o jantar.

Dimas tomou o assento defronte ao de Fernanda:

— Mamãe, ocorreu alguma coisa hoje? Encontrei o meu pai na porta agora há pouco, e ele parecia um tanto perturbado.

Ao ouvir o nome de Eduardo, a ira ainda não extinta de Fernanda inflou-se novamente:

— Não foi nada, não se incomode com ele. Apenas concentre-se na gestão da empresa neste período, deixe o resto de lado.

Notando que Fernanda relutava em falar, Dimas não forçou o assunto e levantou-se:

— Tudo bem, vamos jantar.

Enquanto se dirigiam à sala de jantar, Fernanda não pôde resistir e voltou a tocar no assunto do filho, já quase nos trinta anos, continuar sem uma namorada.

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