Francisco, com uma expressão de relutância, disse: — Vovó, eu não sou detetive particular. Se quiser alguém para vigiar o meu tio, encontre outra pessoa. Eu não dou conta desse trabalho.
A velha Sra. Leite olhou para ele com um olhar gélido: — Falar com seus pais para arrastarem você de volta a Cidade do Mar, ou vigiar o seu tio. Escolha você mesmo.
Francisco ficou atônito.
Ao sair do hotel, Francisco imediatamente ligou para Lucas.
— Tio, por que você não escuta a vovó e volta para Cidade do Mar? Com vocês dois nesse impasse, quem sofre sou eu.
Especialmente agora que estavam na Capital e ninguém mais da Família Leite estava presente, a velha Sra. Leite só tinha a ele para mandar.
— Em vez de me convencer a voltar para Cidade do Mar, você deveria tentar convencer sua avó a voltar.
Pelo menos no último caso, ainda haveria um por cento de chance.
— O que diabos aconteceu há cinco anos? Por que você e a vovó brigaram a esse ponto?!
Há cinco anos, ele estava no terceiro ano do ensino médio e morava no colégio. Foi só quando voltou para casa nas férias de julho que soube que Lucas havia ido para a Capital.
Desde então, ninguém mais ousou mencionar Lucas na frente da velha Sra. Leite.
Francisco percebeu que havia algo errado e perguntou à sua mãe em particular. Ela lhe disse para não se importar com aquilo e se concentrar nos estudos.
Todos na Família Leite mantiveram absoluto silêncio sobre o assunto, por isso Francisco, até aquele momento, não sabia por que Lucas tinha deixado a Família Leite.
Assim que ele terminou de falar, do outro lado da linha fez-se um silêncio.
Depois de um tempo, Lucas simplesmente desligou o telefone.
Francisco suspirou e ligou para Débora: — Mãe, você pode vir para a Capital?
Ele realmente não queria enfrentar a ira de sua avó sozinho.
— Inês, o Sr. Ibsen da Voyage Technology chegou. Quando eles forem negociar mais tarde, eu fico ao lado do Sr. Alves. Hoje, você só precisa revisar e organizar os documentos.
Inês franziu ligeiramente os lábios e olhou para Valdir com uma expressão calma: — Não é necessário, eu vou.
— Mas você e o Sr. Ibsen não são...
— Isso é passado. Agora, ele é apenas mais um cliente do Grupo Alves para mim.
— Você tem certeza de que não há nenhum problema?
— Sim.
Ela e Ibsen moravam na mesma cidade, então sempre haveria ocasiões em que se cruzariam. Não podia se esconder todas as vezes e evitar isso a vida inteira, não é?
Além disso, quem havia traído e procurado uma amante não foi ela. Por que ela deveria se esconder?

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