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Ainda Te Amo: O Porquê de Meu Coração romance Capítulo 171

Maíra olhou para Priscila de cima, com um sorriso cheio de soberba no canto dos lábios.

Com suas estratégias, controlar Priscila era tão fácil quanto segurar um canário dourado, ou até mesmo uma simples formiga.

Os olhos de Priscila ficaram avermelhados, ela rangeu os dentes até quase parti-los e cerrou os punhos com força.

Diante da opressão de Maíra, ela realmente não tinha forças para resistir.

“Você acha que sabe como seu irmão foi parar no hospital? Posso lhe dizer abertamente, fui eu quem mandei atropelá-lo. Se eu não tivesse pegado leve, provavelmente ele já estaria morto agora!”

Maíra prolongou o final da frase.

Ela encarou com crueldade o contrato diante de Priscila.

“Este mundo já foi feito para os fracos se submeterem. Eu já havia lhe avisado. Agora assine o acordo, case-se com Samuel como está mandado. O emprego de Reinaldo, os estudos do seu irmão, eu garanto que tudo ficará como está, não vou mais incomodá-los. Mas, se você desobedecer, prepare-se para enterrar seu irmão!”

“Maíra! Agora vivemos numa sociedade de leis. Você não tem medo de ser presa algum dia por cometer crimes tão descaradamente?”

Priscila se levantou, agarrou a grade, os olhos vermelhos de raiva, questionando.

“Sociedade de leis? Eu sou a lei! Pare de falar besteira. Vai assinar ou não?” Maíra franziu a testa, sua paciência tinha limites.

Ela não queria mais perder tempo com palavras inúteis com Priscila.

Priscila cravou os dentes, encarou Maíra, sua raiva ardia, como se quisesse incendiar toda a delegacia.

Os dedos cerrados de Priscila afundaram na palma da mão, deixando marcas de sangue.

“Muito bem, então fique aqui para sempre!”

Maíra virou-se e saiu.

“Espere, eu assino!” Priscila soltou um suspiro de alívio, apoiando-se com ambas as mãos na mesa velha, que balançava perigosamente.

Priscila pegou o contrato e, rapidamente, escreveu seu nome.

Maíra lançou um olhar de desprezo para Priscila, zombando friamente.

Desta vez, Priscila surpreendentemente não respondeu.

Ela sabia que, por mais que respondesse, não adiantaria.

“Você trouxe desordem para a nossa família Ferreira. Esse dote é uma espécie de compensação para nós. Quanto ao que prometi — o dinheiro e a viagem para o exterior depois que você se casar com Samuel —, pode ficar tranquila, cumprirei tudo!”

Maíra levantou-se e foi em direção à porta.

Ao chegar na porta, parou para advertir: “Estou avisando, não tente pregar peças! Se ousar, seu irmão não vai apenas para a UTI, será bem pior. E não espere que Reinaldo possa ajudá-la. Lembre-se, eu sou mãe dele, nada do que ele faça escapa do meu controle!”

Só depois que Maíra foi embora, Priscila, sem forças, deu alguns passos para trás e desabou no sofá.

Ela respirava ofegante.

Pensando em Reinaldo, que tanto amava a aviação, imaginava que ele certamente não queria deixar a companhia aérea, não é?

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