Caso não aceitasse, temia-se que o futuro de Reinaldo também seria destruído por causa dela.
Uma pessoa tão desacreditada como ela, de fato, não era digna dele.
Como poderia trazer-lhe mais problemas?
E ainda havia o irmão mais novo. Mesmo que não tivessem crescido juntos desde pequenos,
no fundo, compartilhavam laços de sangue. Quando o viu pela primeira vez, sentiu uma afinidade imediata.
Esse era um tipo de laço familiar inquebrável, impossível permitir que alguém tão inocente sofresse por sua causa.
Priscila olhou para o contrato de noivado que estava sobre a mesa.
O dinheiro que Samuel havia dado, Maíra acabou levando.
Provavelmente, por medo de que ela pudesse causar confusão com aquele dinheiro; só se sentiria segura depois que Priscila se casasse com Samuel.
“Bzzz... bzzz...”
O toque do celular trouxe Priscila de volta aos seus pensamentos.
Era Maíra.
“Agora mesmo você deve se arrumar e ir ao hospital cuidar do Samuel até ele receber alta! Lembre-se, não tente nenhum truque! Seu irmão está no quarto ao lado do Samuel, posso acabar com ele a qualquer momento!”
“Entendi!”
Priscila subiu as escadas e lavou o rosto.
Mesmo que fosse apenas para ver o irmão, aquela ida ao hospital valeria a pena.
Elio, conforme instruído por Maíra, levou Priscila até o hospital.
O carro ficou esperando na porta do hospital.
“Senhora, já entreguei a moça no hospital, estou na porta aguardando, pode ficar tranquila!”
Elio informou Maíra sobre a situação.
“Certo, ela não se atreveria a fazer nada, antes eu era gentil demais! É bom você vigiá-la, assim não inventa novidades!”
“Sim, senhora!”
Esse pequeno movimento acordou Marcelo, que estava deitado na cama.
Ele se esforçou para abrir os olhos, levantou a cabeça com dificuldade e olhou para a porta.
Ele sorriu e, com esforço, chamou em voz alta: “Irmã, por que você veio?”
“Você está melhor? Sente dor em algum lugar? Quer comer alguma coisa? A irmã compra para você!”
Os olhos de Priscila se encheram de lágrimas.
Diante dela, aquele menino com o rosto inocente, mas já com traços de sofrimento incompatíveis com sua idade.
Ao ouvir Priscila perguntar, ele estendeu a mão magra, segurou a mão dela e disse: “Irmã, você deve ter sofrido muito, não é?”
Priscila ficou paralisada.
Quase não conseguiu segurar o choro.
No entanto, não podia; apenas sorriu: “Que bobagem é essa, Marcelo? Como a irmã poderia sofrer? A irmã é filha da família Duarte, mesmo que agora não seja mais, ainda é afilhada da família Ferreira. Quem ousaria mexer com a irmã?”

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