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Ainda Te Amo: O Porquê de Meu Coração romance Capítulo 172

Caso não aceitasse, temia-se que o futuro de Reinaldo também seria destruído por causa dela.

Uma pessoa tão desacreditada como ela, de fato, não era digna dele.

Como poderia trazer-lhe mais problemas?

E ainda havia o irmão mais novo. Mesmo que não tivessem crescido juntos desde pequenos,

no fundo, compartilhavam laços de sangue. Quando o viu pela primeira vez, sentiu uma afinidade imediata.

Esse era um tipo de laço familiar inquebrável, impossível permitir que alguém tão inocente sofresse por sua causa.

Priscila olhou para o contrato de noivado que estava sobre a mesa.

O dinheiro que Samuel havia dado, Maíra acabou levando.

Provavelmente, por medo de que ela pudesse causar confusão com aquele dinheiro; só se sentiria segura depois que Priscila se casasse com Samuel.

“Bzzz... bzzz...”

O toque do celular trouxe Priscila de volta aos seus pensamentos.

Era Maíra.

“Agora mesmo você deve se arrumar e ir ao hospital cuidar do Samuel até ele receber alta! Lembre-se, não tente nenhum truque! Seu irmão está no quarto ao lado do Samuel, posso acabar com ele a qualquer momento!”

“Entendi!”

Priscila subiu as escadas e lavou o rosto.

Mesmo que fosse apenas para ver o irmão, aquela ida ao hospital valeria a pena.

Elio, conforme instruído por Maíra, levou Priscila até o hospital.

O carro ficou esperando na porta do hospital.

“Senhora, já entreguei a moça no hospital, estou na porta aguardando, pode ficar tranquila!”

Elio informou Maíra sobre a situação.

“Certo, ela não se atreveria a fazer nada, antes eu era gentil demais! É bom você vigiá-la, assim não inventa novidades!”

“Sim, senhora!”

Esse pequeno movimento acordou Marcelo, que estava deitado na cama.

Ele se esforçou para abrir os olhos, levantou a cabeça com dificuldade e olhou para a porta.

Ele sorriu e, com esforço, chamou em voz alta: “Irmã, por que você veio?”

“Você está melhor? Sente dor em algum lugar? Quer comer alguma coisa? A irmã compra para você!”

Os olhos de Priscila se encheram de lágrimas.

Diante dela, aquele menino com o rosto inocente, mas já com traços de sofrimento incompatíveis com sua idade.

Ao ouvir Priscila perguntar, ele estendeu a mão magra, segurou a mão dela e disse: “Irmã, você deve ter sofrido muito, não é?”

Priscila ficou paralisada.

Quase não conseguiu segurar o choro.

No entanto, não podia; apenas sorriu: “Que bobagem é essa, Marcelo? Como a irmã poderia sofrer? A irmã é filha da família Duarte, mesmo que agora não seja mais, ainda é afilhada da família Ferreira. Quem ousaria mexer com a irmã?”

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