— Meu Deus! Não estou falando a respeito disso. — Fiquei atordoada.
— Estou brincando com você, Jack. — Ele sorriu.
Cafajeste! Adriel era a personificação da palavra “cafajeste”.
Respirei fundo e disse:
— Senhor Andrade... seria muito estranho trabalhar para o senhor, considerando que...
Como dizer que ele havia me feito gozar e praticamente eliminado dois itens da minha lista em um único dia?
— Depois de tudo o que meu ex-marido fez — completei.
Ele demorou um pouco para responder:
— Quero você trabalhando comigo, Jack. O salário que estou oferecendo é muito bom e você pode verificar isso por si mesma, caso ache necessário. Além disso, não a contratei aleatoriamente. Escolhi você porque a considero apta para o trabalho.
Apta para o que? Eu não tinha experiência alguma!
— Apta?
“Sim, Jack. Levando em conta o seu beijo e a forma como gozou para mim, você está apta a trabalhar na minha empresa. E o lugar de onde trabalhará, a partir do momento em que assinar o contrato, será no meu colo... mais especificamente em cima do meu pau.”
— O... que você disse? — perguntei, incrédula.
— Eu disse que a considero apta para o trabalho.
Meneei a cabeça, atordoada:
— E... a outra parte?
— Que outra parte?
— A parte que você disse depois.

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