POV Oliver
Olhei para a aliança em minha mão e mal consegui prestar atenção nas palavras de Jaqueline. Ironicamente, eu também ainda não havia retirado a minha do dedo. Certamente era a força do hábito, pois nem sequer tinha percebido que continuava usando-a.
Encarei Adriel, que, por algum motivo, parecia satisfeito com a atitude de Jaqueline. Ele havia feito tudo de propósito. Provocou-me, defendeu-a e conduziu aquela situação para que Jaqueline me humilhasse publicamente.
Eu sabia que aquilo era apenas o começo. Adriel vinha cobrar uma dívida antiga que julgava ter com os Bianchi. Uma dívida pela qual ninguém, além dele mesmo, tinha culpa.
Imaginei-o disputando o mercado com a Diamond, usando minha esposa contra mim e, futuramente, até mesmo meus filhos.
Não consegui pensar. Agi por instinto.
Avancei sobre Adriel e acertei seu rosto com um soco. O impacto fez seu corpo bater contra a mesa, arrastando alguns objetos até a borda. Ouvi o grito assustado de Jaqueline, mas nem sequer olhei para ela. Naquele momento, eu só conseguia enxergá-lo diante de mim.
Adriel passou o polegar pelo canto da boca. Quando afastou a mão e viu o sangue em seu dedo, soltou uma risada debochada:
— É só isso que você consegue fazer, “maninho”?
A provocação terminou de destruir o pouco controle que ainda me restava. Agarrei-o pela camisa e tentei golpeá-lo novamente, mas Adriel segurou meu braço antes que meu punho atingisse seu rosto. Em seguida, empurrou-me com força, fazendo-me cambalear para trás, e revidou com um soco certeiro no meu maxilar.
Por alguns segundos, foi como se eu tivesse ficado cego. Minha visão escureceu por completo, e perdi qualquer noção do que havia ao meu redor. Senti o gosto do sangue se espalhar pela boca, mas a dor apenas alimentou a raiva que queimava dentro de mim.
Joguei meu corpo contra o dele. Nós dois caímos sobre a mesa, derrubando o notebook e espalhando documentos pelo chão. O móvel gemeu sob nosso peso enquanto trocávamos golpes desordenados, movidos por anos de ódio e ressentimentos que nunca haviam sido verdadeiramente enterrados.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu