Adriel abriu um meio sorriso, parecendo pouco afetado pela ameaça:
— Sinceramente, não estou entendendo, “mano”. Se estamos falando do ramo empresarial, eu não sabia que precisava da sua autorização para investir nele. Até onde sei, é perfeitamente normal que duas empresas atuem no mesmo segmento sem que isso as transforme automaticamente em parceiras... ou inimigas.
Oliver estreitou os olhos e respondeu entredentes, tomado pela fúria:
— Não subestime a minha inteligência, Adriel. E não se faça de vítima, porque sei exatamente qual é o seu jogo.
— Sabe? — Adriel ergueu uma sobrancelha. — Porque, até agora, só estou vendo um empresário bastante incomodado com a chegada de um concorrente. O que, sinceramente, não transmite muita confiança no próprio negócio.
— Você não voltou para Noriah Norte por causa de negócios, Adriel.
— Já que me conhece tão bem, então diga: por que eu voltei, Oliver?
— Fique longe do que é meu.
Adriel riu, parecendo tranquilo demais para tudo que estava acontecendo naquele momento:
— Nesse caso, você vai precisar ser um pouco mais específico, Oliver. — Seus olhos passaram rapidamente por mim antes de voltarem para ele. — Ainda estamos falando de empresas, estou certo?
Oliver bateu a mão sobre a mesa com tanta força que me assustei. Seu rosto se avermelhou e ele gritou, abandonando qualquer tentativa de manter o controle:
— Você veio para continuar o que começou no passado, Adriel. Veio para tomar tudo de mim... a começar pela minha mulher.
Olhei imediatamente para Oliver. “Minha mulher”? Eu não era mais a mulher dele. Com que direito aquele homem se referia a mim daquela forma, como se ainda pudesse me reivindicar como algo que lhe pertencia?

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