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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 32

Nós nos afastamos imediatamente. Fiquei completamente desnorteado ao vê-la caída no chão, imóvel, parecendo... morta.

Por uma fração de segundo, imaginei meus filhos sem ela. E foi como se o mundo parasse de girar e tudo dentro de mim saísse de órbita.

Antes que eu pudesse reagir, quatro seguranças entraram na sala e tentaram me conter. Quando vi Adriel se aproximando de Jaqueline, não sei de onde tirei forças, mas consegui me desvencilhar deles. Coloquei-me à frente dele, peguei-a no colo e saí da sala em direção a algum lugar que eu sequer sabia onde ficava.

— Largue-a agora! — Adriel gritou. — Você não tem esse direito. Não é mais o marido dela.

A porta do elevador se abriu, e entrei com Jaqueline ainda desacordada em meus braços. Eu a carregava de maneira desajeitada, tentando sustentar o corpo completamente amolecido contra o meu.

— E você é quem? — perguntei. — O amante?

— O futuro marido. — Ele sorriu no exato momento em que a porta se fechou entre nós.

Olhei para Jaqueline e a ergui um pouco, aproximando o rosto do dela para me certificar de que ainda respirava. Sua respiração estava fraca... quase imperceptível.

O que, caralho, havia acontecido? E eu não me referia apenas ao desmaio. Aquela mulher estava completamente diferente. Em que momento ela havia crescido, deixado de ser aquela adolescente desajeitada... se transformado... sem que eu percebesse?

Eu já não sentia a dor das porradas. Pelo contrário, depois que a peguei nos braços, parecia que toda a dor havia simplesmente desaparecido.

Eu jamais a perdoaria por estar confabulando com Adriel pelas minhas costas. Agora, finalmente, entendia o motivo de Jaqueline ter pedido o divórcio.

Ainda assim, jamais a deixaria desacordada em um lugar qualquer. Jaqueline sempre seria a mãe dos meus filhos... a pessoa mais importante da vida deles. E tudo o que fosse importante para Maicon e Zoe, consequentemente, seria importante para mim.

Jaqueline movimentou levemente as pálpebras, e sua cabeça pendeu para o lado. Foi então que paralisei.

Ela tinha um chupão no pescoço. Um gigantesco... chupão. Por mais que eu tentasse me convencer de que aquilo poderia ser um hematoma causado por uma queda ou qualquer outra coisa do tipo... não havia como negar o que era.

Quando ela abriu os olhos, tive vontade de soltá-la e deixá-la cair no chão.

A porta do elevador se abriu, e deparei-me com Adriel e Brianna. Mal consegui reagir, porque tudo o que eu enxergava era o maldito chupão no pescoço de Jaqueline.

Olhei para Adriel. Tinha sido ele. Eu não tinha a menor dúvida de que ele havia transado com a minha mulher, certamente antes mesmo do divórcio.

Jaqueline estivera me traindo durante todo aquele tempo. E eu... mesmo amando Brianna, decidira não me divorciar dela por pena. No fim, Jaqueline havia se divorciado de mim por causa do meu irmão.

Não sei quanto tempo permanecemos naquela posição: eu, parado dentro do elevador com Jaqueline nos braços; Adriel e Brianna do lado de fora, esperando que saíssemos.

— Solte-me — Jaqueline pediu, num tom de voz fraco.

— Não.

— Ela mandou que a solte — Adriel disse entredentes.

Saí do elevador e comecei a atravessar o saguão, ainda com Jaqueline protestando em meus braços:

— Eu mandei você me soltar. Agora.

— Vou soltá-la, não se preocupe. Mas apenas quando chegarmos ao hospital.

Ela pareceu entrar em pânico. Suas pernas começaram a se debater, enquanto seu corpo inteiro se retraía contra o meu na tentativa de escapar.

Instintivamente, coloquei-a no chão:

— Você passou mal — falei, tentando manter a calma e lembrar que ela ainda estava sob o efeito do que havia acontecido. — Precisa consultar um médico.

— Foi apenas um desmaio.

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