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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 207

O médico tentou contestar minha decisão de não permanecer internada, mas, diante da minha insistência, acabou percebendo que eu não mudaria de ideia. Ainda assim, deixou claro que não concordava com a minha saída e que eu precisaria assinar um termo de alta a pedido, assumindo os riscos daquela decisão.

Ele também exigiu que eu procurasse novamente meu cardiologista o mais rápido possível e que solicitasse uma avaliação numa equipe especializada em insuficiência cardíaca avançada e transplante. Prometi que faria tudo aquilo, embora, naquele momento, nem soubesse como começaria.

Antes de sair, perguntou:

— A senhora permite que sua acompanhante entre?

Demorei um pouco para responder. Eu não queria conversar com minha mãe. Ainda estava tentando entender tudo o que o médico tinha acabado de me contar, principalmente sobre a possibilidade de sobreviver. Não era uma certeza. Tampouco uma promessa. Mas já era mais do que eu tinha quando entrei naquele hospital.

Minha mãe estava lá fora. E, mesmo depois do que disse sobre Maicon, eu não teria coragem de deixá-la esperando sem nenhuma explicação.

— Ela pode entrar.

O médico assentiu e saiu. Pouco tempo depois, a porta se abriu e minha mãe entrou no quarto.

Imaginei que correria na minha direção, perguntaria como eu estava ou, ao menos, demonstraria algum alívio por me encontrar consciente. Em vez disso, ela parou próximo à porta, segurando o celular com uma das mãos.

— Eu liguei várias vezes para Oliver — foi a primeira coisa que disse. — Ele não atendeu nenhuma das minhas ligações.

Fiquei olhando para ela, esperando que dissesse mais alguma coisa. Que perguntasse o que havia acontecido comigo, por quanto tempo fiquei desacordada ou porque ainda estava ligada a um monitor cardíaco. Mas minha mãe apenas olhou para a tela do telefone e tentou ligar novamente.

— Talvez ele esteja ocupado — falei, sem saber porque ainda tentava defendê-lo.

— Ocupado demais para atender a uma ligação enquanto você está desacordada dentro de um hospital?

Olhei para o monitor ao meu lado. O ritmo do meu coração pareceu se alterar, e aquilo fez meu medo aumentar. Respirei lentamente, tentando me acalmar:

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