POV Jaqueline
Fiquei em choque ao vê-lo ali, na minha frente. Tentei olhar para Oliver, mas os olhos dele estavam na camisa branca que eu vestia, que não era do meu tamanho. Não havia nada nos meus pés. E, por sorte, eu estava de calcinha. Ao menos naquele momento.
Nossos olhos se encontraram e Oliver demorou para falar:
— Só falta você me dizer que ele está no banho. — comprimiu os lábios.
— Pelo visto você sabe muito bem como funciona isso tudo. — devolvi — então sim, Adriel está no banho.
Eu nunca fiquei tanto tempo imersa naqueles olhos azuis. E eu via a mim mesma. E, por muitos anos, eu sequer me via. E agora eu estava ali... refletida nos olhos do homem que eu amei desde que aprendi a gostar.
Eu esperava qualquer coisa. Menos que Oliver virasse as costas e saísse andando.
Fui atrás dele, pouco me importando com a forma como eu estava vestida. Alcancei-o antes que ele entrasse no elevador:
— Aconteceu algo com as crianças?
— Não. — ele respondeu, seco.
— Então... o que você faz aqui?
Oliver levantou a mão lentamente e alcançou meu rosto. Alisou gentilmente minha bochecha, fazendo com que eu quase desabasse ali mesmo. Por que todo mundo parecia tentar fazer eu morrer antes do tempo? Por que todo mundo testava até onde meu coração ainda aguentaria?
Me afastei, atordoada. E repeti a pergunta:
— O que você está fazendo aqui?
— Eu só vim pedir uma xícara de açúcar...
Ele entrou no elevador, que fez menção de se fechar. Botei a mão no vão da porta metálica e a impedi de fechar-se por completo. Dei um passo para dentro:
— Você não tem esse direito.
— Que direito, Jack?
— De me seguir... e perseguir.
— Eu juro que estou tentando entender isso. Mas está difícil.
— Subornou outro zelador? Esse prédio tem uma ótima segurança. Mas pelo visto, você consegue passar por tudo.
— Não subornei o zelador. Se você não percebeu, está usando o elevador privativo da cobertura que está de frente para a sua.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu