POV Oliver
Enquanto dirigia de volta para a casa dos meus pais, lembrei-me de tudo o que Jack havia falado sobre Brianna. Novamente, minha cabeça começou a doer, como acontecia com frequência nas últimas semanas.
Meus dedos batiam repetidamente no volante, provando o quanto a ansiedade e o medo estavam me matando aos poucos.
Liguei para Niko. Ele não atendeu à primeira chamada. Insisti até que finalmente atendeu.
— Não, Oliver! Não vou deixar você acabar com o restante da minha noite.
— Niko, é importante.
— Quem você agrediu agora?
— Na verdade...
Ele não me deixou terminar:
— Eu já resolvi a situação com sua sogra e seu cunhado doentes mentais.
— O que... você fez com eles?
— Dinheiro, obviamente. Porque, se eles denunciassem, a situação não ficaria nada boa para o seu lado. Sua sorte é que Johnny e Jaziel são visitantes assíduos do hospital. Aliás, pelo que percebi, algumas enfermeiras conhecem Johnny até pelo nome.
— Mas Anabelle... aceitou o dinheiro?
Eu não acreditava que ela pudesse ter aceitado. Tudo bem que os Walker já não tinham o mesmo status de anos atrás, mas também não eram pobres a ponto de se venderem por qualquer quantia.
— Aceitou.
— Você... tem certeza?
— Pelo visto, você não conhece completamente a família da sua esposa.
Infelizmente, eu conhecia. Acontece que, quanto mais me aproximava deles, mais desejava desconhecê-los.
— Segundo sua sogra, o cinzeiro que você quebrou era muito caro.
— Foi a cabeça de Johnny que quebrou. O cinzeiro permaneceu na minha mão... intacto.
— Acho que ambos sabemos que isso não é sobre cinzeiros. Até você, que fuma cigarros invisíveis, deve entender.
Respirei fundo:
— Foda-se a família Walker. Não liguei para falar sobre eles.
— Ótimo. Então, boa noite.
— Niko, não desligue. — implorei.
— Vá pedir conselhos ao seu pai. Estou muito ocupado.
— Eu... acho que estou gostando de Jack.

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