— Mandou um cartão?
— Sim.
— E o que dizia?
— “Quero borboletear com você e nossos filhos para sempre.”
— O... quê?
— Eu achei... que ela ia gostar. Jack gosta de borboletas acariciadas e quentes.
— Ela vai achar que você está chapado.
— Descobri que nunca conheci minha própria mulher. Passei sete anos correndo atrás de um sonho e finalmente constatei que era apenas isso mesmo: um sonho, uma ilusão. O que passou não volta, Niko. Mas quero recuperar o tempo perdido. Só que não quero fazer isso com Brianna. Quero fazer com Jack, a mãe dos meus filhos.
— Então entre na luta, porque, neste momento, ela deve estar fodendo com seu irmão.
— Não fale isso! — gritei.
— Dói?
— Isso me estraçalha por dentro. E não é porque se trata de Adriel. Poderia ser qualquer outro homem. Ela é minha.
— Jack não é um objeto para pertencer a alguém.
Engoli em seco. Ele tinha razão.
— Adriel vai fazê-la sofrer.
— Como pode ter tanta certeza?
— Ele voltou para tirar tudo de mim.
— Por que ele quer tirar tudo de você, Oliver? Eu nem sabia que você tinha um meio-irmão e sou seu melhor amigo. Agora fala como se ele o odiasse e quisesse se vingar. O que exatamente você fez a esse homem para que ele queira tirar alguma coisa de você?
Eu não estava disposto a contar aquela parte. Aquilo envolvia minha história e traumas que eu havia enterrado há muito tempo. Ao menos pensei que estivessem enterrados... até Adriel voltar e trazer tudo à superfície novamente.
— Está bem, Oliver. Não precisa me contar. Agora, vá fazer o que é certo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu