Quando cheguei ao hospital, encontrei minha mãe e...
— Nikolay? — Fiquei atordoada ao vê-lo junto dela.
Nikolay fez um breve cumprimento com a cabeça:
— Boa noite, Jaqueline.
Natália o encarou:
— O que você está fazendo aqui?
— Estou aqui como advogado e amigo de Oliver. E você? O que está fazendo aqui? Por acaso tem alguma coisa a ver com Johnny?
— Estou aqui como advogada e amiga de Jack. E, seja lá o que você esteja defendendo ou acusando... eu sou contrária a você.
Respirei fundo e toquei o ombro de Natália. Depois, sussurrei ao ouvido dela, tentando manter a calma (a dela, claro):
— Não é hora de discutir com ele, Natália. Por favor... ainda nem sabemos o que realmente aconteceu.
Natália abaixou a cabeça. Não precisou se desculpar. Eu sabia que estava arrependida. Realmente não era hora para ela e Nikolay manifestarem suas síndromes de competência e talento.
Minha mãe me abraçou, aos prantos:
— Oliver abriu a cabeça do seu irmão...
— Mãe... o que Oliver estava fazendo... na sua casa?
Eu realmente não estava entendendo nada.
— Foi ele quem machucou seu pai da outra vez. Bateu tanto nele que seu pai precisou ser internado. E agora... fez isso com Johnny. Ele vai até lá e simplesmente tenta matar todo mundo...
Não podia ser! Oliver nem sabia brigar. Eu já havia presenciado uma briga dele e Oliver perdeu com excelência para Adriel.
— Mãe... não tem como...
Olhei para Nikolay:
— Por que você está aqui?

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