Definitivamente, eu precisava acabar com aquilo. Mas não era a hora. Eu estava abalado demais para tomar qualquer decisão e precisava encontrar as palavras certas para não magoar ainda mais ninguém.
— Eu quero comprar a cobertura — falei.
Brianna arqueou uma sobrancelha e depois riu:
— Ela já é sua, Oli. Esqueceu que foi um presente que eu te dei?
— É um presente caro demais. Quero pagar por ele.
— Isso não faz sentido. Eu não posso vender algo que já está no seu nome.
— Exijo pagar.
“Para que eu não seja obrigado a aceitar você por lá.”
— Nem pensar, Oli.
Tudo bem. Eu pagaria mesmo assim. Não seria justo ficar com o presente e depois não permitir que a mulher que me presenteou usufruísse do lugar.
Pagar pela cobertura também deixaria claro que aquele imóvel era meu. E que morar ali não significava morar com Brianna.
Eu estava com Zoe e Maicon naquela noite. O jantar foi preparado levando em conta o paladar seletivo de Maicon, e Brianna apenas se sentou à mesa, fingindo que comia.
Zoe e Maicon decidiram ignorá-la, como se ela não existisse dentro da casa. Tentei intervir, mas não consegui fazê-los mudar de postura. Os dois levaram aquilo tão a sério que Zoe pediu para a empregada retirar “o prato vazio” que estava diante de Brianna.
Encerrado o jantar, levei-os para o quarto. Quando se depararam com as rosas brancas sobre a cama, os dois me olharam, curiosos.
Sorri e expliquei:
— Vou seguir a sugestão de vocês. E começarei com um buquê de flores.
— Para a mamãe? — Zoe perguntou, abrindo um sorriso largo.
— Para a mamãe — confirmei.
— Mamãe gosta de azul, igual ao Maicon — ele observou.
Suspirei:
— Infelizmente, não existem rosas azuis. É tudo mentira.
— Não existem? — Zoe franziu a testa.
— Não. As rosas azuis que vendem são tingidas.

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