Liguei para meu pai. Ele demorou alguns segundos para atender.
— Pai, eu preciso de você.
— Você está ferido, Oliver? Johnny assaltou você de novo? — Ele pareceu entrar em pânico imediatamente.
— Claro que não, pai.
— Oliver... você olhou para o relógio? Sabe que horas são?
— Eu... nem dormi ainda, pai.
— O que aconteceu?
— Você pode vir até aqui? Estou com problemas.
— Que tipo de problema um homem de trinta e cinco anos pode ter às três horas da manhã? Quer camisinhas, Oliver?
— Não, pai... eu não quero camisinhas.
— O que você quer, porra?
— Eu quero a minha esposa de volta.
POV JAQUELINE
Quando cheguei ao apartamento de Natália, ela me esperava sentada no sofá, assistindo à televisão.
Assim que a vi, corri em sua direção e me abracei a ela, sem conseguir conter as lágrimas. Natália não disse nada. Apenas me acolheu e permitiu que eu chorasse em seus braços.
Quando finalmente me acalmei, ela perguntou:
— Foi bom para você?
— O... quê? — Fiquei em dúvida sobre a que ela estava se referindo.
— A transa. Você gostou? Gozou? O gostosão cumpriu tudo o que prometia silenciosamente com aquele corpo?
Limpei as lágrimas e sorri:
— Eu mal consegui ficar perto de Adriel.
— Como assim?
— Porque passei a noite ao lado de Oliver.
— Do... babaca?
— Ah, Natália... O jantar foi um verdadeiro caos.
— Você transou com Oliver? — Ela arregalou os olhos, apavorada. — Mas... se estava com Oliver e não com Adriel... por que Oliver me ligou?
— Como assim Oliver ligou para você?
Em cinco minutos, contei a Natália tudo o que havia acontecido naquela noite. Depois disso, ela me falou sobre a ligação que recebeu.
— Oliver é muito mais do que um babaca — ela afirmou. — Usar as crianças para ferir você! Vou falar sobre isso com o juiz.
Respirei fundo:

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