— E a mamãe é linda!
— A mamãe é linda — Maicon concordou, sorrindo e fazendo aquela tentativa fofa e frustrada de piscar apenas um dos olhinhos.
— Você acha a mamãe linda? — Zoe pareceu esquecer que chorava poucos minutos antes.
— Eu... acho... ela... muito, muito linda.
Fechei os olhos por alguns segundos e me lembrei de Jaqueline naquele vestido vermelho que mostrava cada curva de seu corpo. Levantei-me, atordoado. Que porra estava acontecendo comigo?
— Você precisa comprar flores para a mamãe. — Zoe se levantou, pegou minha mão e ficou me encarando.
— Flores azuis — Maicon completou.
Eles não eram arqui-inimigos poucos minutos antes?
— E depois... devo convidá-la para dançar comigo a borboletinha? — Arqueei uma sobrancelha, ainda curioso a respeito da música de que Jack gostava.
Zoe sorriu e pegou minha outra mão. Depois se aproximou e perguntou:
— Quer que eu ensine você a dançar, papai?
Franzi a testa:
— Eu... realmente preciso que me ensine. Não sei dançar — confessei.
— Precisa aprender a borboletinha — ela afirmou, enfática.
— Cantem um trecho da música, e o papai promete estudar toda a coreografia para dançar com a mamãe.
— Tem carícias... — Maicon avisou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu