Eu poderia assumir e dizer “eu sei”. Mas eu não conseguia aceitar.
Respirei fundo:
— A casa continua sendo de Jack. É o lugar onde ela viveu. É o lugar onde meus filhos nasceram e cresceram. Cada parte desta casa tem alguma coisa que foi escolhida, organizada ou mantida por Jack. E foi preciso ela ir embora para eu entender que nada aqui funciona sem ela.
— Acha que o fato de não transar comigo aqui muda alguma coisa? — Brianna riu — Você já transou comigo enquanto ainda estava casado com ela.
— Não muda. — passei a mão o rosto, atordoado.
— Então por que me afasta todas as vezes que tento tocar em você?
— Porque, quando olho para você, lembro exatamente de tudo o que fiz para ter você aqui.
Brianna recuou, como se eu tivesse lhe dado um tapa:
— Está dizendo que se arrepende de ter ficado comigo, Oli?
Abri a boca, mas não consegui responder imediatamente. A verdade estava presa em algum lugar da minha cabeça e eu ainda não sabia se possuía coragem suficiente para assumi-la:
— Estou dizendo que não consigo mais fingir que ninguém saiu ferido para que nós dois chegássemos até esta cama.
— Jaqueline está com Adriel! — ela praticamente gritou. — Enquanto você está aqui sentindo culpa, ela está nos braços do seu irmão. Talvez esteja transando com ele neste exato momento. E você está preocupado com o sofrimento dela?
Engoli em seco. A imagem de Adriel arrancando o vestido de Jack surgiu novamente na minha mente. Senti uma raiva tão intensa que meu corpo inteiro se enrijeceu.
— Eu a odeio por isso — falei, entredentes, de forma sincera.
— Ótimo. Então se lembre desse ódio e venha para a cama... comigo.
Olhei para Brianna:
— Não funciona assim.

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