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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 146

Olhei para o quadro da nossa família, pendurado na parede. E lá estava ela... Jaqueline Walker, minha esposa, a mulher que ignorei durante sete anos e que, naquele momento, eu queria manter presa dentro de uma moldura, como se não retirar o retrato da parede fosse suficiente para trazê-la de volta. Como se, enquanto aquela imagem permanecesse ali, eu ainda pudesse fingir que existia alguma coisa para recuperar.

— Está me ouvindo, Oli? — Brianna insistiu.

— Infelizmente, estou.

Ela se sentou na cama:

— Por que está olhando para aquele quadro?

— Porque meus filhos estão nele.

— Apenas eles?

Desviei os olhos da fotografia e a encarei:

— O que quer que eu diga, Brianna?

— Quero que diga que escolheu a mim. Quero ouvir que aquela mulher não significa nada. Quero que olhe para mim como olhava antes de ela pedir o divórcio.

Brianna apertou os lábios:

— Lembra quando você levava balas para Jaqueline? — ela prosseguiu. — Fazia aquilo porque era apenas uma criança. E crianças gostam de balas. Ela não é como nós, Oli. Não viveu o que vivemos. Você precisa deixá-la ser feliz, fazendo todas as coisas que nunca fez na vida.

Encarei Brianna. E, embora tentasse me enganar, sabia que ela estava certa. Jaqueline merecia viver tudo aquilo que eu nunca me preocupei em oferecer.

Balas. Aquilo foi praticamente tudo o que fiz por aquela menina... que se transformou na minha mulher. Dez anos de diferença nos separavam. Eu já era um homem quando tudo aconteceu com ela. Poderia ter percebido. Poderia ter feito alguma coisa. Poderia tê-la protegido. Mas não fiz. Ninguém fez.

— Ela nunca vai perdoar você, Oli. Você a traiu. Trouxe-me para dentro da casa dela. Pouco se importou com os sentimentos de Jaqueline.

Passei as mãos pelo rosto, atordoado, sentindo meu corpo inteiro queimar e tremer. Cada palavra de Brianna parecia empurrar diante dos meus olhos alguma coisa que eu tinha passado sete anos me recusando a enxergar.

Então olhei para ela e disse:

— Se eu precisasse de uma consciência para enumerar todos os meus erros, certamente não escolheria a mulher que me ajudou a cometer metade deles.

Brianna estreitou os olhos:

— Está me culpando agora?

— Não. Estou finalmente dividindo a culpa de maneira justa.

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