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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 134

POV Oliver

Claro que ver Jaqueline ali me deixou mais chocado do que um participante de reality show que acreditava ser o favorito e acabava eliminado no primeiro paredão.

Mas o pior não foi aquilo, e sim ver a mão dela entrelaçada à de Adriel.

Naquele momento, foi como se o mundo parasse de girar e só existisse ela, naquele vestido vermelho que marcava cada curva de seu corpo. O corpo que eu jamais percebi... que ela nunca me mostrou... e que eu nunca me preocupei em conhecer.

Não tive muito tempo para processar nada. De forma quase automática, Zoe e Maicon saíram de suas cadeiras e correram na direção da mãe.

Jaqueline, por sua vez, tirou os olhos de mim, voltou-os para eles e sorriu, como se a minha presença naquele lugar não importasse.

Eles se abraçaram como se não se vissem há semanas. Não conseguiram conversar direito. O máximo que saiu foi um “mamãe”, enquanto os dois a puxavam em direção à nossa mesa.

Fiquei frente a frente com a minha ex-esposa, que estava acompanhada do meu meio-irmão. A única parte boa era que eles já não estavam de mãos dadas. E, por algum motivo que eu preferia não entender, aquilo me tranquilizou.

Que porra estava acontecendo comigo? Por que, de cada dez coisas em que eu pensava nos últimos tempos, pelo menos oito eram referentes à ela?

— Papai, olhe quem está aqui — Zoe disse, sorrindo e agarrada à mão de Jaqueline. — A mamãe!

Finalmente consegui desviar os olhos de Jaqueline. E então me deparei com o sorriso sarcástico de Adriel.

Logo desviei o olhar dele, porque percebi Maicon levantando os braços na direção da mãe, daquele jeito que todos nós sabíamos que significava um pedido de colo.

Jaqueline estava linda! Mas o que mais me impressionou foi que ela não se importou com a roupa, os cabelos ou a maquiagem. Simplesmente levantou Maicon do chão e o aconchegou contra o próprio corpo.

Maicon abraçou a mãe por alguns segundos, enquanto Zoe mantinha a mãozinha grudada ao vestido dela.

— Mamãe... papai — Maicon olhou primeiro para ela e, em seguida, para mim.

Talvez não tenha durado tanto, mas, para mim, pareceu uma eternidade. O certo é que, durante alguns segundos, tive a sensação de que éramos apenas nós quatro naquele restaurante. Mas, infelizmente, não éramos.

— Vem, mamãe — Zoe puxou uma cadeira e começou a arrastá-la até o meu lado. — Aqui é o seu lugar.

Respirei fundo. Zoe era muito esperta, mas, ao mesmo tempo, apenas uma menina de seis anos. Então, era praticamente impossível saber se estava fazendo aquilo de propósito ou se realmente acreditava que aquele ainda era o lugar da mãe.

Acontece que, sinceramente, eu pouco me importei.

Até que Adriel deu um passo na nossa direção e eu o encarei. Então, passei a me importar. Afinal, ele não estava pensando que se sentaria conosco, estava?

Jaqueline olhou para a cadeira e depois para mim, como se estivesse pedindo o meu consentimento.

— Pode sentar, Jack.

Namorado (II) 1

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