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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 133

Falei qualquer coisa, alto demais e de forma completamente aleatória, numa tentativa imediata de desfazer o clima... tenso? Tenso seria a palavra certa? Não, não era a palavra adequada para aquele momento. Era um clima humilhante.

Se Natália não fosse a minha única e melhor amiga, eu mandaria que ela se retirasse dali imediatamente. Acontece que ela era mesmo a minha melhor amiga. E o que era ainda pior: também era a dona da casa.

Quando Adriel e eu entramos no elevador, permanecemos em silêncio.

— Relaxe, Jack. Está tudo bem.

— Desculpe-me... pela situação.

— Se quer saber a verdade, eu acho a sua amiga incrível. Ela é espontânea.

Aquilo seria... um elogio para Natália ou uma indireta para mim?

— Talvez você também devesse ser — completou. Ok, era mesmo uma indireta para mim.

Eu não disse nada. Fiquei me perguntando por que ele achava que eu não era espontânea.

— Não vou julgá-la, Jack. Eu só quero conhecê-la. E não me importa quem você foi, mas quem você é agora.

Era aquele o momento em que eu desmaiava?

Preferi permanecer em silêncio. Mas levei em consideração o que ele havia dito.

Quando chegamos ao carro, Adriel abriu a porta para mim, numa cena típica daqueles filmes românticos e clichês.

Paramos em frente a um restaurante que eu jamais imaginei frequentar algum dia. Era um três estrelas Michelin, um lugar onde, para conseguir comer, era necessário fazer uma reserva com, no mínimo, um mês de antecedência.

Eu, assim como todo mundo em Noriah Norte, sabia que a fila de espera para ocupar uma daquelas mesas era enorme e que nela havia nomes de figuras muito importantes.

Será que... passamos na frente de todas as pessoas daquela lista?

Antes que saíssemos do carro, ele avisou ao manobrista que ainda precisaríamos de alguns minutos.

Virou-se para mim, que permanecia sentada no banco do carona, ainda presa pelo cinto de segurança.

— Como eu já te disse, quero conhecer a verdadeira Jack.

— E eu... gostaria de apresentá-la a você. Mas... ainda estou descobrindo quem ela realmente é — fui sincera e tentei sorrir.

— Fico feliz por você me dar a oportunidade de fazer parte dessa descoberta.

Olhei na direção do restaurante e disse:

— Não... estou vestida adequadamente para esse ambiente.

— Você está perfeitamente vestida para este ambiente... e para qualquer outro lugar que quiser frequentar. Está linda. E aposto que, quando eu entrar acompanhado de você, todos os presentes se virarão na sua direção e pensarão: “Quem é aquela mulher linda?”

Eu sorri.

— E, claro, também dirão: “Ela é uma mulher de muita sorte por estar ao lado daquele belo cavalheiro, malhado e de olhos incríveis”.

Dessa vez, eu não sorri. Eu ri. Adriel era galanteador, divertido, lindo, beijava incrivelmente bem — ao menos eu achava que aquilo era um beijo bom — e... tinha uma pegada caliente o suficiente para me fazer desmoronar de uma forma como nunca antes havia acontecido.

— Eu gosto de você, Jack. E não escondi isso desde o momento em que a conheci.

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