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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 135

Se eu podia me levantar dali e partir para o soco? Sim, eu poderia. Mas não fiz. E não foi por um, mas por vários motivos. Eu estava com uma das mãos quebrada. Não queria quebrar outra parte do meu corpo, que certamente seria a mão saudável, já que provavelmente precisaria usá-la. E havia o principal: eu jamais faria aquilo na frente dos meus filhos.

Eu sempre ensinei a Zoe e Maicon que a violência era algo horrível. Agir de forma violenta na frente deles seria como jogar fora tudo o que lhes ensinei ao longo de seis anos.

Eu não era um homem que odiava. Tampouco costumava ter inimigos. Porém, estava diante do meu maior inimigo. E ele era a única pessoa no mundo que eu realmente odiava.

Eu já tinha feito muitas merdas nos últimos tempos. Então decidi agir de forma civilizada, engolir a raiva e qualquer outro sentimento que existisse dentro de mim naquele momento. Motivo: meus filhos.

— Por favor, sentem-se — convidei. — A mesa é grande o suficiente e eu tenho dinheiro para pagar.

Ok, aquela parte sobre eu ter dinheiro para pagar foi uma leve provocação, já que olhei diretamente para Adriel enquanto falava.

Adriel arqueou uma sobrancelha, impressionado. Certamente esperava que eu gritasse, brigasse ou o expulsasse dali. Mas ele estava seguro. Ao menos em qualquer ambiente onde os meus filhos estivessem presentes.

— Faço questão de pagar — Adriel rebateu.

— Mas eu...

Eu não começaria uma disputa para saber quem possuía o maior patrimônio, mesmo sabendo que o dele veio da forma mais suja possível.

— Mamãe, mamãe! Sente-se — Zoe insistiu.

Jack e eu estávamos trabalhando com nossos filhos a questão da separação e do divórcio. Mas eles ainda não conseguiram processar aquilo completamente, afinal, eram crianças de seis anos que viveram, na visão deles, dentro de uma família perfeita desde que nasceram.

Jack? Eu realmente consegui, de forma espontânea, chamá-la de Jack até mesmo dentro da minha mente?

Aliás... tive a impressão de que, em algum momento, inclusive verbalizei aquilo. Mas não tinha certeza.

Eu queria chamá-la de Jack... porque aquela foi a forma como ela decidiu ser chamada para tentar superar o insuperável.

Um jantar em família 1

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