Abri os olhos imediatamente:
— Eu não deveria ter contado nada a você.
— Deveria ter contado mais detalhes. Até hoje não sei exatamente onde ele colocou...
— Natália!
Ela riu e segurou meu rosto para que eu parasse de me mexer:
— Fique quieta ou sairá daqui parecendo que apanhou de um palhaço.. exatamente como aconteceu com Oliver.
Eu ri. Oliver realmente estava bem estranho e aquela cara linda de sempre parecia fazer questão de ficar feia nos últimos tempos. Nesse caso, feia de hematomas e não feia de verdade.
Era difícil achar ele feito quando eu o achei lindo por praticamente toda a minha vida.
— Eu nunca fui a um encontro. — tentei dissipar meus pensamento.
A mão de Natália parou por um instante:
— Nunca?
— Você sabe que não. — eu ri, porque ela realmente sabia.
— Sei que Oliver é um babaca. Mas achei que, em sete anos, ele tivesse levado você para jantar pelo menos uma vez.
— Nós jantávamos na casa dos pais dele.
— Isso é uma reunião de família, Jack. Não é um encontro.
Abaixei a cabeça, preocupada:
— E se eu não souber como agir?
Natália pegou meu queixo e obrigou-me a encará-la:
— Você não precisa saber. Só precisa comer, conversar e tentar não perguntar quantas mulheres ele já levou ao mesmo restaurante.
— Eu... não perguntaria isso.
— Você acabou de perguntar se ele dormiu com a secretária. — ela gargalhou.
Empurrei-a pelo ombro, mas Natália continuou rindo:
— Eu só não quero parecer ridícula.
— Então não tente ser alguém que você não é. Se ficar nervosa, diga que está nervosa. Se gostar dele, demonstre. Se não quiser alguma coisa, diga não. E, se quiser...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu