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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 129

— Com o cargo.

Uma quase mentira.

— Tem certeza?

— Tenho.

Eu não tinha certeza alguma.

— Quero começar de baixo — prossegui. — Quero conquistar meu espaço sem passar na frente de ninguém. Não acho justo receber um salário inteiro para trabalhar meio período, ocupando uma função para a qual não estou preparada, enquanto existem pessoas que certamente trabalham com você há anos esperando por uma oportunidade.

— Eu ofereci essas condições porque quero ajudar você.

— Eu sei. E sou grata. Mas preciso aprender a fazer as coisas sozinha. Caso contrário, continuarei sendo apenas alguém que conseguiu um emprego porque chamou a atenção do dono da empresa.

Adriel permaneceu em silêncio durante alguns segundos. Arrependi-me imediatamente do que havia dito. E... se eu não tivesse chamado a atenção dele de verdade?

— Foi Gabriela quem disse isso?

— Não exatamente com essas palavras.

— Quais palavras ela usou?

— Isso não importa.

— Para mim, importa.

— Adriel, eu não quero que você a demita ou a repreenda. Ela certamente trabalha para você há muito mais tempo do que eu e sabe exatamente o que está fazendo. Talvez só esteja incomodada porque você colocou uma pessoa completamente despreparada para trabalhar ao lado dela.

— Então você está defendendo Gabriela? — Ele riu. — Isso é muito interessante.

— Não estou defendendo ninguém. Só estou tentando ser justa.

— Certo. — Ele descruzou os braços. — Você será estagiária, se é realmente isso que deseja. Mas continuará trabalhando diretamente comigo.

— Por quê?

— Porque eu quero você perto de mim.

Meu coração acelerou. Aquela sinceridade dele me fazia sentir tudo ao mesmo tempo. E... despertava coisas que eu jamais havia sentido antes.

Abaixei os olhos, tentando me lembrar de tudo o que ainda precisava dizer. Havia outra pergunta. Uma pergunta que não tinha absolutamente nada a ver com meu cargo, com o relatório ou com as pessoas que trabalhavam com ele matriz da A.A Noire há muito mais tempo.

— Gabriela é... muito competente — minha voz mal saiu, e senti minhas bochechas começarem a pegar fogo.

— É — ele confirmou.

— E bonita.

Adriel arqueou uma sobrancelha:

— Também.

Mordi o lábio e o encarei:

— Ela trabalha com você há quanto tempo?

— Há alguns anos. Na verdade, desde que comecei nessa coisa de ser CEO — respondeu, soltando uma risada divertida.

— Então vocês devem ser... bastante próximos.

— Profissionalmente, sim.

Assenti, fingindo que aquela resposta era suficiente. Mas não consegui me conter por muito tempo:

— Ela conhece sua rotina, organiza seus compromissos, acompanha suas viagens...

— Onde você quer chegar, Jack?

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