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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 114

— ... E foi assim que surgiu, naquela noite, Jack. — A voz dele mal saía. — Ela enterrou Jaqueline... naquele clube privado. E... talvez, para ela, nunca mais ouvir aquele nome fosse uma forma de renascer... e esquecer tudo o que... passou...

Tive dúvida se era a voz de Jaziel que estava fraca ou se eu estava começando a ficar surdo... cego... mudo e completamente destruído.

Jaziel não se mexeu. Apenas abaixou um pouco a cabeça, como alguém que já sabia o que viria em seguida.

Eu avancei. O primeiro soco acertou sua boca. A cabeça dele pendeu para o lado, mas Jaziel não reagiu. O segundo golpe atingiu o estômago. Ele gemeu de dor, mas permaneceu ali, com o corpo curvado, aceitando cada soco que eu lhe dava, como se aquilo pudesse redimi-lo de alguma forma.

Agarrei seu colarinho e cravei o joelho em seu peito. Depois vieram os socos no rosto, um atrás do outro. No terceiro, senti um estalo. Não foi nele. Foi na minha mão. Um calor intenso subiu pelo pulso, seguido por uma dor insuportável. Mesmo assim, não parei. E, dessa vez, não tive nenhuma dúvida de que estava cego, surdo e mudo. Eu só queria bater naquele homem até que ele morresse.

O sangue espirrou pelo piso enquanto eu batia, batia e continuava batendo. Uma das minhas mãos parou de funcionar. Então, prossegui com a outra. O som dos golpes ecoava por todo o escritório. E eu permanecia ali, disposto a acabar definitivamente com Jaziel Walker.

Eu estava me fodendo se seria preso, se pegaria prisão perpétua ou se receberia um tiro nas costas enquanto o derrubava e me jogava sobre Jaziel, socando-o até que o ar me faltasse.

Ouvi um grito vindo de algum lugar. Mas nada conseguia me fazer parar. Era como se o meu corpo já não me obedecesse e agisse apenas por instinto.

Jaziel começou a tossir com dificuldade. Havia sangue espalhado por todo o seu rosto, e a camisa estava manchada de vermelho. Segurei seus cabelos e continuei desferindo golpes contra suas costelas.

Senti alguém me puxando com força. Tentei me desvencilhar, mas me deparei com Anabelle aos prantos, gritando desesperadamente:

— Você vai matá-lo. Pare, Oliver.

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