Ela retirou minha mão de seu queixo e limpou a lágrima que escorria pela bochecha:
— Aceitei você transando com várias mulheres durante seis anos. Nunca me importei porque sabia que eram casos passageiros.
— Não eram casos passageiros. Eu nunca me envolvi de verdade com nenhuma delas. Eu apenas pagava para...
Aquilo fazia algum sentido?
Eu pagava para transar enquanto havia uma mulher que me amava esperando em casa.
— Você poderia ter ficado com qualquer uma... menos com ela — Jaqueline continuou. — Porque você amou Brianna durante anos, e ela te deixou. Quando teve a oportunidade de ir embora, foi exatamente isso que fez. Não pensou em você, não te convidou para ir junto e não te ligou. Brianna simplesmente excluiu você da vida dela.
Caralho! Que porra estava acontecendo?
— Deixe-me ir... por favor...
Acho que aquela conversa já não era mais sobre Zoe e Maicon. Era sobre os sete anos que atravessamos em silêncio.
Dessa vez, minhas duas mãos me traíram. Sem hesitar, segurei o rosto dela e enxuguei suas lágrimas com os polegares. Sua pele era lisa, suave... e quente.
Jaqueline não desviou o olhar. Seus olhos castanho-escuros eram exatamente iguais aos do meu filho. Do meu Maicon. Do amor da minha vida.
Era por isso que eu sentia carinho por ela. Por isso não conseguia desviar os olhos, nos quais também via meu próprio reflexo. Eu estava com saudade do meu filho, e aquilo me deixava sensível. Jaqueline fazia com que a falta que Maicon me fazia parecesse um pouco menor.
Eu estava com tanta saudade dele que puxei Jaqueline para perto e a abracei com força. A falta que eu sentia de Maicon era... imensa.
Ela não correspondeu. Manteve os braços caídos ao longo do corpo.
Em sete anos, aquela era a primeira vez que eu a abraçava. Só então percebi o quanto Jaqueline era pequena... e frágil.
Afastei-a alguns centímetros. Segurei novamente seu rosto e aproximei o meu de forma automática.
Eu desejei beijá-la. Quis beijá-la mais do que qualquer outra coisa na minha vida.
Jaqueline virou o rosto imediatamente, e meus lábios atingiram sua bochecha. Ela apoiou as mãos contra meu peito, afastou-me e me encarou:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu