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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 98

Um sorriso amargo curvou os cantos da boca de Ema.

Mas o olhar que ela dirigiu a Marcos era calmo e indiferente.

As partes visíveis da pele de Marcos, fora da roupa, também apresentavam ferimentos de vários graus.

Eles deviam ter passado por alguma coisa séria.

Mas isso também não tinha nada a ver com ela.

Ema não perguntou nada, nem disse uma palavra.

Apenas acenou levemente com a cabeça para Marcos, um cumprimento protocolar.

Imediatamente, virou-se para voltar ao canteiro de flores onde estava antes.

— Sra. Pacheco!

A voz rouca de Marcos soou atrás dela.

Ema ouviu, mas não parou; pelo contrário, andou mais rápido.

Vendo isso, Marcos correu sem hesitar e bloqueou o caminho dela.

Ema levantou a cabeça lentamente, olhando para Marcos, que suava frio, e disse sem expressão:

— Marcos, não quero saber e não quero me envolver em nada relacionado a ele. Você não precisa dizer nada.

Marcos abaixou a cabeça, triste, organizando as palavras. Ao ver que Ema ia sair novamente, ele gritou para as costas dela:

— Senhora! Para todos nós, a senhora ainda é a Sra. Salazar. E aos olhos do Sr. Salazar, mais ainda.

Os passos de Ema pararam por um instante, apenas um instante, antes de retomarem o ritmo com decisão.

Desta vez, Marcos ficou realmente desesperado.

Ele aumentou o tom de voz e gritou:

— O Sr. Salazar... ele ficou assim por sua causa!

Essa frase entrou nos ouvidos de Ema.

Sua mão desceu involuntariamente, agarrando a barra da roupa e apertando com força.

Ela mordeu o lábio e, quando ia responder a Marcos, ele já estava na frente dela.

Então, depois que Alípio saiu, ele foi correndo interrogar a Isabel?

E mesmo se confirmasse a consumação, o que mudaria?

O que ele estava tentando fazer?

...

Marcos observava a silenciosa Ema. Ele acalmou a própria voz embargada, suspirou e disse:

— Senhora, o Sr. Salazar... ele se importa com você. Com certeza há algum mal-entendido entre vocês dois...

— Mal-entendido?

Ema levantou a cabeça, olhando para Marcos com um ar atordoado, mas sua voz era calma e firme:

— Você se lembra de quando eu estava na emergência e você veio me entregar o acordo de divórcio?

— Lembra de quando fui ao escritório dele e ele segurou meu queixo, me obrigando a pedir desculpas à Helena?

— Lembra de como ele me humilhou vez após vez? Me acusou de cobiçar o dinheiro dele, me acusou de traição...

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