A plateia assistiu à cena abrupta em choque. Depois, todos começaram a sussurrar, deixando o salão em completo caos.
Nisso, os seguranças do local agiram com rapidez, avançando em bando como uma onda.
Altamente treinados, tentaram arrastar o descontrolado Benício para fora dali.
Benício, porém, debatia-se violentamente, feito um animal enjaulado.
Ele chutava e desferia socos a esmo contra os seguranças, agitava as pernas sem parar, balançando os punhos freneticamente, enquanto praguejava uma enxurrada de palavrões imundos.
Apesar da resistência, Benício não foi páreo para a força combinada de tantos homens e acabou sendo arrastado à força para fora do recinto.
No meio da confusão, suas roupas ficaram esfarrapadas, o cabelo virou um ninho revolto e a sua imagem passou a ser de pura humilhação.
Do lado de fora do centro de convenções, Alípio repousava despreocupado no interior do seu veículo luxuoso, observando tudo em silêncio.
Não havia qualquer sombra de surpresa em seu rosto, como se o que via fosse apenas a execução perfeita de um roteiro.
Quando Benício foi atirado para a rua como um verdadeiro derrotado pelos seguranças, Alípio abaixou lentamente o vidro da janela, os cantos dos lábios curvando-se em um sorriso repleto de zombaria.
Ao avistar Alípio, o fogo nos olhos de Benício chamejou ainda mais forte. Ele correu feito um maníaco em direção ao carro, esmurrando enfurecido a janela de vidro e berrando:
— Alípio, seu verme desprezível! Como ousa usar esses truques sujos pelas minhas costas!
De dentro do carro, Alípio observou o homem agindo como um louco, com um brilho de desdém no olhar.
Falou de forma pausada e sem qualquer pressa:

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