Zenobia assentiu com um sorriso de pura satisfação.
Assim que viu pelo vidro que Klébia havia saído do restaurante e já estava com o celular na orelha fazendo uma ligação, Zenobia pegou o próprio celular e ligou para César. Como esperado, a linha estava ocupada.
Mais alguns minutos se passaram, Zenobia ligou novamente e, desta vez, a chamada foi atendida.
— César, você está na empresa? Já almoçou?
— Estou na empresa. — A voz de César soou um pouco hesitante. — Mas vou precisar sair daqui a pouco, estarei de volta antes do expediente. Você já comeu?
— Estou comendo. — Zenobia respondeu friamente e desligou direto.
Klébia fez uma ligação assim que saiu do restaurante, o telefone de César estava convenientemente ocupado no mesmo momento, e o tom de voz dele agora... Ela imaginou que ele estava saindo para se encontrar com Klébia.
Em seguida, Zenobia ligou para o seu secretário:
— Oliver, o César vai sair daqui a pouco. Siga-o discretamente e não deixe que ele perceba.
Ao desligar o telefone, o olhar de Zenobia se tornou profundo, e seus dedos batiam levemente na mesa, imersa em pensamentos.
Quando terminou a refeição e voltou para a empresa, Zenobia viu que César e Oliver Tavares já haviam retornado.
Ela chamou Oliver para entrar:
— Feche a porta.
Oliver correu para fechar a porta e se aproximou de Zenobia:
— Sra. Duarte, aqui estão algumas imagens que eu consegui tirar.
Zenobia pegou o celular, passando as fotos uma por uma. Klébia estava chorando copiosamente, aninhada nos braços de César.
Oliver franziu a testa e disse com cautela:
— Sra. Duarte, há algumas coisas que eu não sei se deveria dizer.
— Diga. — Zenobia respondeu secamente, com os olhos fixos na tela do celular.
Oliver assentiu:

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