Ema ouviu aquilo, riu e concordou:
— Eu também penso isso.
Zenobia lançou vários olhares de soslaio para Ema, depois lhe deu um leve cutucão com o cotovelo:
— Você acha mesmo? Mas a minha intuição diz que os sentimentos do Alípio por você são muito verdadeiros. Pare e reflita sobre esses últimos dias...
Ema fingiu desagrado, lançando-lhe um olhar severo, e retrucou como se estivesse brava:
— Desde quando você virou casaca e passou a defendê-lo? Antes você não falava assim.
Zenobia riu sem graça e coçou a cabeça:
— Bem... talvez porque agora ele seja o meu chefe, né.
— Ah, sua traíra! — Disse Ema, avançando para fazer cócegas em Zenobia. Em questão de segundos, as duas estavam rolando de rir.
— Tá bom, tá bom, eu me rendo! — Zenobia tentava se esquivar enquanto ri e pedia clemência. Quando ambas finalmente se acalmaram, Zenobia pigarreou e adotou um tom sério: — Ema, eu tenho um assunto importante para falar com você.
— Diga. — Ema parou de rir e respondeu suavemente.
Zenobia começou a falar devagar:
— O Alípio com certeza está correndo contra o tempo para encontrar a Helena, então é melhor você cortar o contato com aquela Fátima. A gente não tem como saber de que lado ela está agora. A minha ideia de você fingir que voltou com o Alípio não rolou, já que você não quis, então por enquanto é só aguardar. E ter seguranças te acompanhando todos os dias até que tem o seu charme.
Ema deu um sorriso resignado e assentiu.
Zenobia se levantou vagarosamente:
— Bom, eu preciso ir para a empresa. Marquei um almoço com a Klébia ao meio-dia. Fique esperando por boas notícias.
— Eu peço para o motorista te levar. — Ema levantou-se junto e perguntou com preocupação: — Zenobia, por que você marcou com ela? O que está planejando?
— Só bater um papo, dar uma sondada na situação. — Zenobia deu um sorriso astuto.

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