Após ouvir, ela assentiu levemente, com um traço de dúvida brilhando em seus olhos, e logo perguntou:
— Sendo assim, quais são as suas chances de conseguir aquele terreno?
Os lábios de Benício se curvaram para cima, revelando um sorriso cheio de confiança. Ele balançou suavemente a taça em sua mão, e o líquido brilhou sob a luz, como se anunciasse sua vitória iminente. Com o peito cheio de certeza, ele disse:
— Aqui em Campo Belo do Sul, desde que a nossa oferta supere a do Grupo Salazar, não haverá problema algum.
Helena estava sentada ao lado, tomando café com uma expressão serena. Seu olhar parecia vagar casualmente entre Natália e Benício, mas em sua mente, ela ponderava secretamente.
Como Natália havia conseguido os documentos tão rápido? Ela estava profundamente intrigada com isso.
Pelo que sabia, Alípio era um homem extremamente cauteloso, que sempre guardava seus documentos importantes a sete chaves em um cofre. Como ele deixaria Natália colocar as mãos naquilo com tanta facilidade?
Além disso, ela já havia enviado uma mensagem avisando Alípio antecipadamente. Logicamente, ele deveria estar prevenido e um erro desses não deveria ter acontecido.
Quanto mais Helena pensava, mais a situação lhe parecia suspeita. Ela pousou a xícara de café, franziu levemente a testa e, olhando para Natália, perguntou:
— Como você conseguiu esse documento? O Alípio não percebeu nada?
Ao ouvir a pergunta de Helena, o corpo de Natália enrijeceu levemente, e um traço de pânico passou por seus olhos, mas ela logo se recuperou. Limpando a garganta, ela respondeu:
— Eu tenho os meus métodos, claro. Por mais cauteloso que o Alípio seja, ele sempre acaba tendo algum momento de descuido.
Helena observou a atitude evasiva de Natália, e suas suspeitas apenas aumentaram. Se aquilo fosse uma armadilha de Alípio, Benício teria um fim trágico.

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