Quando as duas chegaram ao café no último andar, Ema escolheu um lugar reservado e sentaram-se.
Marta pediu um café preto, enquanto Ema pediu um copo de leite.
— Ema, você não gosta de café?
Perguntou Marta assim que o garçom se afastou.
— Hum, não muito.
Ema respondeu de forma simples. Ela não queria que muitas pessoas soubessem de sua gravidez por enquanto.
Esperaria até que a barriga ficasse evidente para fazer outros planos.
Marta assentiu e disse:
— É, ouvi dizer que você nem tocava em café no estúdio...
Marta parou de falar abruptamente e sua expressão escureceu aos poucos.
Vendo isso, Ema perguntou com preocupação:
— O que houve?
Marta mordeu o lábio e completou, gaguejando:
— Ema... eu... lembrei do que aconteceu no refeitório da última vez. Sinto muito. Depois daquilo, fiquei me sentindo muito culpada, senti que devia desculpas a você. Juro que nunca fiz nada de ruim desde pequena, aquela foi a única vez.
Ao ouvir isso, Ema sorriu levemente e disse com voz suave:
— Já passou, eu não te culpo. Além do mais, você foi forçada pela Fátima...
Ao mencionar Fátima, Ema lembrou-se subitamente do contrato com o Grupo Salazar.
Quando Marta percebeu a cena, Ema já havia concluído a operação.
Marta levantou-se apressadamente, pegou o celular por cima da mesa e exclamou:
— Ema! O que você está fazendo?! Eu disse que hoje vim especialmente para comprar um presente para você, por que você devolveu o dinheiro?
Ema sorriu docemente, sinalizou para Marta se sentar e disse com gentileza:
— Considere que já recebi seu presente. Agora há pouco na loja, aquele empurra-empurra foi muito constrangedor. Você me contou sobre sua luta, sei que ganhar dinheiro não é fácil agora, então não vamos ficar nessa troca de gentilezas. Além disso, aquele pijama é um presente de aniversário que vim comprar para uma amiga, então não posso deixar você pagar por ele. Não transfira de volta, ou eu vou ficar brava.
Marta ficou emburrada por um bom tempo decepcionado por um bom tempo, até que disse lentamente:
— Tudo bem, mas, Ema, eu queria agradecer de verdade. Com você agindo assim, fico me sentindo muito mal. Naquele dia, quase fiz você cair, e você não guardou rancor nenhum, e ainda me ajudou a entrar na Casa de Luz. Poder me livrar daquela Fátima, você não sabe o quanto fiquei feliz. Nem sei como te agradecer.
Ao ouvir isso, Ema aproveitou para mencionar a dúvida que tivera na loja de pijamas:

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