Ema não queria se envolver muito com elas, mas ao ouvir as palavras de Cynthia, que distorciam completamente a verdade, uma fúria incontrolável explodiu em seu peito.
Ela não hesitou em usar a mão para bloquear a porta do elevador que se fechava e, em seguida, saiu com passos largos.
Ema as alcançou, olhou fixamente para Cynthia e disse com rispidez:
— Cynthia, você não estava lá naquele dia? Foi claramente a Amanda quem armou tudo aquilo! O que você está fofocando por aí?!
Cynthia se assustou com a postura imponente de Ema, mas ainda tentou se manter firme e respondeu:
— Hmph, se você não tivesse voltado para disputar tudo, as coisas teriam chegado a esse ponto? A vovó simplesmente não gosta de você, por isso passou mal de tanta raiva!
— Você é simplesmente irracional! — Ema cruzou os braços sobre o peito e disse com uma frieza cortante. — O que eu disputei? Aquilo que originalmente me pertence poderia simplesmente desaparecer? E quem é você para inventar coisas sobre mim? Tenha mais respeito! Eu sou mais velha que você, deixe de ser insolente e aprenda o seu lugar!
A mãe de Cynthia não conseguiu se conter e interveio:
— Ema, não passe dos limites. A Cynthia apenas fez um comentário casual. Precisava fazer todo esse escândalo e gritar em um lugar como o hospital?
— Ah, vocês realmente são farinha do mesmo saco, não sabem distinguir o certo do errado! — Ema deu uma risada fria. — Vocês defendem tanto a Amanda, mas quando ela foi presa, não vi nenhuma de vocês implorando clemência aos policiais! Também não vi vocês contratarem um advogado para ela!
— Você! — Cynthia ficou com o rosto e o pescoço vermelhos de tanta raiva. — Não ache que, só porque o Alípio te apoia, pode nos menosprezar! Se a vovó não acordar, você será a grande culpada da família Amorim! Quero ver quem vai te aceitar depois disso!

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